quinta-feira, 22 de março de 2012
RIO BONITO TEM FICHA LIMPA
O Projeto de Lei foi de iniciativa do Vereador Aliezio Nunes de Mendonça - PP - e ex-presidente do legislativo municipal por duas vezes.
A referida lei foi publicada no jornal local - "Folha da Terra", de 10.03.2012, pag.8, ano 16, edição 590.
Na região fluminense Rio Bonito foi o primeiro município a editar a lei ficha limpa municipal, a exemplo de centenas de municípios do Brasil.
terça-feira, 20 de março de 2012
COOPERATIVA DE CRÉDITO RURAL DE RIO BONITO - RJ

BC decreta liquidação da Cooperativa Rural de Rio Bonito no RJ
BRASÍLIA - O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial da Cooperativa de Crédito Rural de Rio Bonito Ltda, com sede em Rio Bonito, no Rio de Janeiro.
A decisão foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU). O motivo para a liquidação, segundo ato assinado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini, foi o comprometimento patrimonial e financeiro da instituição.
Sergio Luiz Borges de Azevedo foi nomeado como liquidante. Em decorrência da liquidação, tornaram-se indisponíveis os bens dos ex-administradores da cooperativa Edesio Martins Filho, Euclides Tarre de Oliveira, Luiz Santiago Borges, Marco Aurélio dos Santos e Mário Campos da Silveira.
(Murilo Rodrigues Alves | Valor)
16/03/2012 - 11h20 | do UOL Economia
http://noticias.bol.uol.com.br/economia/2012/03/16/bc-decreta-liquidacao-da-cooperativa-rural-de-rio-bonito-no-rj.jhtm
Foto: Cachoeira do Cunha - Serra do Mar.
quinta-feira, 15 de março de 2012
PNUMA no Brasil
PNUMA no Brasil
Nestas áreas, o PNUMA procurará contribuir para o diálogo entre os gestores públicos, atores da sociedade civil, do setor privado e acadêmico abordando temas como:
A identificação e desenvolvimento de alternativas para minimizar impactos negativos ao meio ambiente causados por padrões insustentáveis de produção e consumo, enfocando, principalmente, a eficiência de recursos.
assistência ao desenvolvimento de capacidades, de conhecimento científico e transferência de tecnologias para fortalecer a implementação de acordos ambientais multilaterais.
Implementação de ações integradas e de cooperação sul-sul entre países em desenvolvimento no âmbito de blocos de regionais e subregionais.
Promoção de parcerias integrando o setor privado em uma nova cultura de responsabilidade ambiental e criação de espaços para a preparação e participação da sociedade civil e setores acadêmicos para atuar solidariamente na gestão ambiental e no desenvolvimento sustentável.
O PNUMA Brasil atua em estreita colaboração com o Escritório Regional para a América Latina e Caribe, baseado no Panamá, e mobiliza recursos técnicos de suas diversas unidades especializadas localizadas em Nairobi, Paris, Genebra, Cambridge etc.
Endereço EQSW 103/104, bloco C, 1º andar
Setor Sudoeste
Brasília-DF
70670-350
Tel: + 55 61 3038 9233
Fax: + 55 61 3038 9239
Email: pnuma.brasil@unep.org
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Manejo de Ecossistemas
Ecossistemas promovem o bem-estar humano através do fornecimento dos mais variados serviços. A gestão ecossistêmica é uma abordagem para o gerenciamento de recursos naturais enfocada na capacidade dos ecossistemas de suprir as demandas ecológicas e futuras necessidades humanas.
A gestão ecossistêmica se adapta a necessidades emergentes, a novas informações e promovem o bem estar humano através dos serviços oferecidos. Fomenta uma visão compartilhada de um futuro desejável da integração de perspectivas sociais, ambientais e econômicas ao manejo de sistemas ecológicos naturais definidos geograficamente.
reforço de capacidades e apoio tecnológico para o uso de ferramentas de manejo do ecossistema (conservação, proteção, restauração, gestão sustentável, legislação, certificação);
Realinhamento dos programas ambientais e financiamento de medidas de proteção contra a degradação de serviços prioritários do ecossistema;
Avaliação e monitoria (ex. Indicadores, pesquisa etc);
Avaliação de riscos;
Definição de metodologias para o pagamentos por serviços ecossistêmicos, mecanismos de incentivos e financiamento;
Governabilidade entre gestores públicos, privados e atores sociais relevantes.
Tendo em vista que os serviços ecossistêmicos são interligados (ver figura abaixo) e não podem ser considerados isoladamente, o PNUMA promove uma perspectiva holística para lidar com aspectos como regulamentação, abastecimento, apoio e hábitos culturais, visando reverter o declínio de recursos através de uma maior resiliência e melhor funcionamento dos ecossistemas.
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Substâncias Nocivas e Resíduos
Substâncias químicas são parte integral do dia-a-dia e, atualmente, mais de 100 mil substâncias diferentes encontram-se em uso. Indústrias que produzem e utilizam essas substâncias têm um enorme impacto em termos de geração de empregos, comércio e crescimento econômico mundial.
Substâncias químicas cancerígenas ou mutagênicas, ou que afetam negativamente os sistemas reprodutor, endócrino, imunológico ou nervoso;
Produtos químicos que oferecem perigos imediatos (tóxicos, explosivos, corrosivos);
Poluentes orgânicos persistentes (POPs),
Gases causadores de efeito estufa e substâncias destruidoras do ozônio (ODS);
Resíduos hospitalares, caso não sejam adequadamente manejadas e descartadas.
Os impactos causados por estas substâncias no meio ambiente podem afetar espécies sensíveis e ecossistemas e até causar problemas em larga-escala, como a eutrofização da água e depleção do ozônio estratosférico.
A economia global está também testemunhando um aumento rápido na geração de resíduos perigosos (resíduos industriais, águas residuais, óleos, baterias usadas etc). Tais resíduos não somente oferecem riscos por sua própria natureza, mas também apresentam o potencial de contaminação de grandes quantidades de resíduos não-perigosos, caso não manejados separadamente. A segregação, o tratamento e o descarte apropriado de resíduos perigosos são, portanto, de grande importância.
Convenção de Basiléia para o Controle dos Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e sua Disposição;
Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio;
Convenção de Roterdã (ou Convenção PIC) sobre o Procedimento de Consentimento Prévio Informado para o Comércio Internacional de Certas Substâncias Químicas e Agrotóxicos Perigosos;
Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs);
Protocolo de Montreal sobre Substâncias que destróem a Camada de Ozônio;
Programa Global de Ação para a Proteção do Meio Ambiente Marinho de Atividades Baseadas ns Terra;
Abordagem Estratégica para o Manejo Internacional de Substâncias Químicas.
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Governança Ambiental
Desde 1972, quando o PNUMA foi criado, progressos consideráveis se registraram para aperfeiçoar os marcos legais e institucionais e a capacidade técnica para abordar os temas ambientais nas esferas globais, regionais e nacionais.
Primeiro encontro do grupo de consultores composto por Ministros ou Representantes de alto-nível em Governança Ambiental Internacional
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Eficiência de Recursos
A elevação dos níveis de produção, comércio e consumo de materiais para responder à crescente demanda por alimentos, água doce, madeira, fibras e combustível está entre as maiores ameaças ambientais de nosso tempo. O crescimento econômico e o atendimento às necessidades básicas da população mundial não podem ser sustentados pelos atuais padrões de produção e consumo. Ao mesmo tempo, uma grande parcela da população mundial está ainda consumindo muito pouco para as suas necessidades básicas.
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Consumo e Produção Sustentável
Por meio de seu Programa Regional sobre Consumo e Produção Sustentável para a América Latina e Caribe, o PNUMA vem impulsionando diversas atividades em relação a compras sustentáveis, rotulagem ambiental, ecodesenho, e produção mais limpa.
Uma importante atividade relativa ao Processo de Marrakech é o apoio especial a economias emergentes (Brasil, África do Sul, China e Índia) na identificação de prioridades e no desenvolvimento de planos de ação e projetos de CPS.
Neste marco, uma série de atividades que estão sendo desenvolvidas pelo PNUMA a nível global tem componentes, estudos ou projetos piloto em implementação no Brasil como se detalha abaixo.
Construções sustentáveis
O setor de construções é chave para o desenvolvimento sustentável, tanto em termos de geração de emprego e renda, de investimentos, de desenvolvimento tecnológico e industrial como também quanto aos potenciais impactos negativos ao meio ambiente. Estima-se que os edifícios sejam responsáveis por mais de 40 % do uso global de energia e 30% das emissões de gases de efeito estufa, o que torna as edificações responsáveis por boa parte do uso de recursos, geração de desperdício, consumo de energia e emissão de carbono na sociedade.
A indústria de turismo é uma das maiores empregadoras do mundo e apresenta uma grande diversidade de impactos - positivos e negativos - na vida das pessoas e no meio ambiente. Perda na biodiversidade, destruição da camada de ozônio e contribuição para as mudanças climáticas fazem parte dos impactos ambientais negativos deste cada vez mais importante setor da economia mundial. Diante disso, o PNUMA atua no apoio a governos e às organizações voltadas ao turismo (como operadores turísticos, hotéis e gestores de destinos turísticos) para a formulação ou reforço de políticas efetivas e implementação de programas que incorporem sustentabilidade como um dos valores da atividade turística e da manutenção da base produtiva dessa indústria.
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É hora de agir, diz Secretário-Geral da Rio+20 em visita ao Brasil
MARICÁ - RECADO PÚBLICO: DUTO DO COMPERJ, NÃO!
RECADO PÚBLICO: DUTO DO COMPERJ, NÃO!
Por unanimidade, o recado foi dado na Audiência Pública do “Projeto do Emissário Terrestre e Submarino do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro”: - Fora, duto do COMPERJ!
A sociedade civil, em pleno exercício de cidadania, cumpriu seu papel e registrou na história do município de Maricá: - 24 de janeiro de 2012 – o dia do Não! Dia em que seus cidadãos se reuniram e viraram a mesa na Audiência Pública, aquele já conhecido e desconsiderado rito de passagem, passe-livre para os megaempreendimentos poluidores, usurpadores de referências ambientais e culturais. Em total cumplicidade, o poder público, aliado ao poder econômico, representado pelo INEA/CECA – órgão ambiental licenciador, assumiu o papel de mestre de cerimônia e apresentou seus atores, todos a serviço da liberação da absurda licença. A mesa da “festa” foi montada com pompa de corte, decorada com arranjos de flores mortas, impróprias! Os componentes, integrantes das equipes de consultores, da Petrobras e do INEA, identificados com pulseiras azuis, impróprias! Suas atitudes e discursos os identificavam, impróprios!
Em alta performance, experiente na função, o Presidente da CECA se apresentou ao público, destacando seu papel oficial, com a missão de receber as observações da plateia, “porque uma audiência pública não cancela o licenciamento, mas agrega recomendações ao processo”. Destacou, ainda, que seriam aceitas perguntas por escrito e que o uso da palavra estaria garantido aos (14) participantes já inscritos, via internet, de acordo com normas do CONEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente). Assim, foi dada a largada para as questões de ordem: “Vale o escrito? Não é isso o que está escrito no papel que descreve as – Normas de procedimentos para Audiência Pública – assinado pelo INEA e distribuído na pasta da Petrobras”, alerta o militante, Fernando Tinoco,também experiente, lendo o item 4: - "o Presidente declarará aberta a primeira fase da Audiência Pública, assim como aberto o prazo para a apresentação de perguntas escritas e inscrições para o uso da palavra durante os debates..." Diante disso, recuou o presidente da mesa e liberou o microfone, tempos depois de submeter a plateia, inclusive, ao relato dos projetos sociais da empresa, dedicados aos municípios afetados, como “uma grande oportunidade de promover o desenvolvimento da região do entorno”. Tempo perdido com tanto bla-bla-bla, pura propaganda enganosa, também imprópria! Além disso tudo, o foco fundamental está na outra questão da fala do presidente, sobre o papel da Audiência Pública: –“não cancela, mas agrega contribuições”. Segundo o item 6 das – Normas de procedimentos para Audiência Pública: “... ocasião em que apresentará explicação sobre o licenciamento ambiental, a ausência até o momento de decisão sobre a expedição da licença ambiental ao empreendimento, o caráter consultivo e os possíveis desdobramentos da Audiência Pública e o termo final do período de análise e decisão sobre a licença, o qual também levará em conta o que for apresentado na Audiência Pública e no período seguinte de oferecimento de comentários suplementares”. Vale o escrito? Assim, como bem observou uma participante, simples dona de casa: – Registrem bem o resultado da Audiência: “O povo de Maricá disse não ao duto!” E outra completou: “Nossa casa, nossa regra!” Vale o registro? Ponto final.
– A resistência, em Maricá, existe e está atuante como nunca, organizando seus movimentos e atuando em várias frentes em defesa dos ambientes naturais e culturais, como os pescadores tradicionais da comunidade Zacarias e os grupos em defesa das lagunas e restinga, como bem destacaram Flávia Lanari, representante da APALMA, e a Professora Desiré... da Associação Pró-restinga.
Como os donos do poder tanto gostam de destacar, também houve fartura de argumentos técnico-científicos contrários ao emissário, muito bem estudados e apontados pelos participantes, também embasados em pareceres dos meios acadêmicos. Dentre os muitos aspectos negativos do EIA, destaco o flagrante desrespeito à APA de Maricá e ao Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET, Unidade de Conservação administrada pelo próprio órgão licenciador, o INEA. A mesma mão que deve proteger licencia sua contaminação! Pasmem!
A área marinha do PESET, demarcada entre a Pedra do Elefante e o Costão de Itacoatiara, na enseada do bananal e entorno, (onde há ocorrência de vórtices), será alvo da pluma dos efluentes contaminantes: cianetos, fenóis, óleos e graxas... (toda a tabela periódica). Biodiversidade ignorada, biodiversidade perdida! Pesca artesanal de Itaipu e Maricá também em extinção!
Diante de tal ameaça, concreta, o Conselho Consultivo do PESET, integrado por representantes da sociedade civil, criou um Grupo de Trabalho dedicado a analisar o Estudo de Impacto Ambiental, ao longo do último ano. O Coordenador do GT, o ambientalista Cássio Garcez, apresentou na Audiência as principais questões (em anexo) que levaram à total desqualificação do EIA.
Essa Audiência Pública deve se tornar um marco. O marco zero para o INEA rever sua postura ética e a política pública ambiental que implementa no Estado do Rio de Janeiro. Se é que se pode considerar a existência de algum planejamento ambiental nesse governo, que esteja acima e além das politicagens partidárias. Exemplo claro? A inexistência de um eficaz plano de contingência, falha revelada diante do último acidente ocorrido na bacia de exploração de petróleo no litoral de Campos. Imagens fortes: mancha de óleo de enormes dimensões se estendendo pelo mar aberto. E o monitoramento? E as consequências? Quem sabe? E o pagamento das multas? Quem recebe? E as nefastas medidas compensatórias? O crime não compensa! A biodiversidade perdeu!
Laura França
Fonte: Alerta Google - Jornal Território Livre - marica.com.br
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Jornalista
Pós-graduada em Planejamento Ambiental-UFF
Ex-integrante do Movimento Cidadania Ecológica
Ex-Administradora do PESET (1993 a 1996)
Integrante do GT-Duto do Comperj
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URGENTE - DUTOS DO COMPERJ - MARICÁ
URGENTE: DUTOS DO COMPERJ, Carlos Minc e Prefeito de Maricá
fatimapiramide
20:15 (2 horas atrás)
E...
Como anunciar 60 milhões de compensação ambiental do COMPERJ por conta do emissário, se a obra ainda não foi licenciada?
Que carro na frente dos bois é esse? Está tudo errado...
Quer dizer que a obra vai ser feita em Itaipuaçu mas quem se beneficia é Araçatiba?
Que proposta indecente é essa!?
A AUDIÊNCIA É AMANHÃ E NÃO PODEMOS FALTAR.
Fátima Cristina
De: Ana Paula Carvalho (Aluap)
Data: 12 de março de 2012 17:52
Assunto: Fw: Secretário Carlos Minc e Prefeito de Maricá anunciam investimentos de R$ 93 milhões em saneamento
Para:
Como marcam uma audiência para amanhã e só informam hoje?????
É para não dar tempo de nos mobilizar/organizar???
Vejam a comunicação abaixo.
Att.,
Ana Paula de Carvalho
From: Secretaria de Comunicação
Sent: Monday, March 12, 2012 5:17 PM
To: undisclosed-recipients:
Subject: Secretário Carlos Minc e Prefeito de Maricá anunciam investimentos de R$ 93 milhões em saneamento
Secretário Carlos Minc e Prefeito de Maricá anunciam investimentos de R$ 93 milhões em saneamento
Nesta terça-feira (13/03), a partir das 18 horas, o Prefeito de Maricá, Washington Quaquá, recebe o secretário Estadual do Ambiente, Carlos Minc, para uma Audiência Pública sobre os principais projetos de saneamento na cidade e o anúncio de R$ 93 milhões em obras para a ampliação dos sistemas de coleta de esgoto no município. O valor corresponde a R$ 33 milhões do PAC2 do Estado somado a R$ 60 milhões referentes à contrapartida da Petrobras à construção do emissário submarino do Comperj, que passará por Maricá.
O investimento será aplicado nas regiões do Centro e de Araçatiba, com aplicação na construção de canalização e de estações de tratamento terciário de efluentes - das quais a água sai mais limpa após ser tratada. As obras serão realizadas em locais onde a Prefeitura também fará a pavimentação de ruas.
A Audiência Pública será realizada no Colégio Cenecista, na Rua Barão de Inoã, nº 137, no Centro.
Marcelo Moreira
FSB COMUNICAÇÕES
Cel.: + 55 21 8158.0934 (CLARO)
Cel.: + 55 21 9200.3128 (TIM)
Tel.: + 55 21 2637.1925
Website: http://www.fsb.com.br
domingo, 11 de março de 2012
PESQUISAS ELEITORAIS - POR QUÊ?
Instituto DataKuaKua e Instituto Sempalavras - pesquisas - por quê?
Os intitulados fizeram pesquisas de intenções de votos nos quintos dos ..., isto é, nos quinto, sexto e sétimo, distritos de “Marikaa-city”, e levantaram a seguinte lebre:
Antes de dar a lebre, devemos dizer, “Sempalavras” demais, que qualquer semelhança é mera coincidência com os fatos aqui narrados ou personagens da nossa história politica contemporânea.
Continuando...
a) intenção de voto espontânea significa que não foi apresentado ao entrevistado nenhum nome de candidato;
- e desta forma decorre que, se o entrevistado só conhece um candidato ou só existe um candidato publicamente declarado, de conhecimento público e notório, como o fato de um político que afirmou concorrer à reeleição, esta fato e metodologia, por si só, mascara o resultado, e numa avaliação equivocada pode virar “faca de dois legumes” (homenagem ao saudoso ex-vereador) ou seja, dar um tiro no pé.
Assim, apresentaram à mesa de bar o seguinte resultado, na encolha, de umas previas na cidade “marikaacitense”: (e dizendo que era sigiloso)
Em primeiro: Patus grilus falantis - com 28%;
Em segundo: Reiqueromais - com 18%; (para muitos Ficha Suja I);
Em terceiro: Medicu tentis mais - com 17%;
Em quarto: Tribunus vidrus - com 14%; (para muitos Ficha Suja II);
Em quinto: Tiradentes - com 11%.
Em sexto: outros somados - 2%
Indecisos: 10%
b) quando a pergunta ao entrevistado foi (em outro dia): “em quem você votaria dentre estes cinco nomes presselecionados:
obs: isto é, se foi direcionado, e na ordem ofertada ou veemência como dado nome é pronunciado pelo entrevistador leva a influenciar o entrevistado “alienado político” ou já “comprometido” com algum dos precandidatos, e assim prejudica uma avaliação futura.
1°- Reiqueromais - 22%
2° - Medicu tentis mais - 19%
3° - Patus grilus falantis - 18%
4° - Tiradentes - 12%
5° - Tribunus vidrus - 11%
6° - nenhum destes - 18%
c) nesta a pergunta foi feita (?) da seguinte forma: “em quem você não votaria se a eleição fosse hoje” - nota-se que a intenção era saber o índice de rejeição dos lordes, alcaides, ex-alcaides - e assim apresentaram o resultado:
1° - Patus grilus falantis - 60%
2° - Reiqueromais - 28%
3° - Tribunus vidrus - 7%
4° - Tiradentes - 3%
5° - Medicu tentis mais - 1%
6° - outros - 1%
Estas pesquisas certamente deram trabalho, pois, segundo os institutos apresentaram na mesa de bar, foi de bar em bar que colheram os resultados, pegando desengarrafamentos enormes, (chapinha por chapinha) em três dias exaustivos, (malhando o fígado), nesta complexa cidade “marikaacitense”, onde muitos súditos colaram uma estrela em suas carroças para identificá-los entre si e não se estranharem na bebedeira cuja a ressaca deste time dura quase quatro anos.
Nos bares próximos às margens do “Lago Sujo” onde o alcaide permitiu que os lordes e os súditos jogassem esgotos de seus banheiros diretamente sem tratamento, o cheiro, melhor dizer, o fedor, era tanto que as equipes encontraram dificuldades para encontrar alguém que parasse por um minuto apenas para responder as perguntas rápidas. Segundo os institutos o fedor era causado por uma gigantesca mortandade de peixes, em especial muitos bagres e alguns robalos. Perguntados sobre a causa, as respostas foram unânimes: esgotos jogados diretamente nos canais e nas manilhas de águas pluviais, que desembocam nas lagoas. Um crime com muitas vítimas mas sem um agente sequer preso ou processado. Autoridades do cochilo. Omissão e prevaricação em larga escala.
A pesquisa foi realizada também na frente da sede onde impera a nova alcaidessa com seus súditos “ad nutum” e sob a orientação do dedo do “seu José” (não confundir com “seu Jorge”), e jeito “sereno” de mandar. Parábolas à parte, mas lembrando o maior tribuno da história da humanidade, que lutou por todos e foi crucificado em plena campanha, quando respondeu a uma pergunta (não era pesquisa) de um dos seus apóstolos, que queria saber por que entre eles só falava por parábolas, e então o Mestre Tribuno respondeu que era para não jogar pérolas aos porcos. Assim é, continuando a falar das pesquisas daqueles institutos esquisitos, sempre por parábolas, vamos dando o recado, entenda quem tiver inteligência para entender, posto que no entendimento dos inteligentes pesquisa deste tipo pode ser realmente “faca de dois gumes” (homenagem aos inteligentes), ainda mais feita na surdina, umas servem para avaliações sérias e reservadas, outras se prestam para maquiagem de resultados e divulgação farta a confundir todo o sistema. As sérias são verdadeiras ferramentas de trabalho, as outras são como “lobo em pele de cordeiro” a enganar os desprovidos e alienados, fartos num povo sofrido e enganado pelos lordes das câmaras dos comuns e pelos alcaides.
Segundo o analista político lorde Picianius, quem tem índice de rejeição igual ou superior a intenção de votos pode “tirar o cavalo da chuva” e retirar a candidatura para não continuar a gastar o vil metal, as “moedas cunhadas”, então, para quem entende um pingo é letra, alcaide e ex-alcaides devem refugar a largada e deixar a corrida para os outros. Façam as apostas. Exemplo típico de bom alcaide da província próxima o brizolius que não alcançou o reino brazilius porque a rejeição plantada por opositores na mídia lhe davam 30% enquanto os votos eram de igual índice, o mesmo acontecendo com o ex-alcaide garotinhus mas bom de voto tanto que depois foi para a casa dos lordes.
Pesquisar ou não pesquisar, eis a questão. Dicotomia política.
Quantas vezes se tem acesso a uma pesquisa séria e verdadeira e nela não se acredita?
E quantas vezes ocorre o contrário, conhecendo-se pela mídia uma pesquisa fraudulenta ou equivocada mas nela se acreditando porque bem preparada como propaganda?
O povo deveria fazer o que fez com a “Lei Ficha Limpa” que nasceu de movimento popular, e repetir neste momento para modificar a lei vigente para só autorizar pesquisa eleitoral para uso interno dos partidos e proibir divulgações de toda a ordem.
Nesta eleição vindoura todos têm de rezar e confiar na autoridade maior do tribunal que regula e alimenta as urnas eletrônicas, até porque esta autoridade mor está sempre à ordem e luta para tornar feliz a humanidade, e assim não teremos mais surpresas em resultados finais.
Nunca se sabe quando uma pesquisa é verdadeira ou não. Às vezes enganam até quem as encomenda. A coleta por amostragem é insuficiente. A metodologia, período de realização da pesquisa, questionário completo aplicado ou a ser aplicado, o nome de quem pagou pela realização do trabalho, dentre tantas outras exigências, não inibe o mal que produz uma pesquisa como ferramenta de publicidade.
Portanto, os súditos da “província marikaacitense” devem esquecer esta tal de pesquisa e votar num candidato sério, que preze pela organização familiar, pelo direito à cidadania, pelo respeito ao povo que o cerca, pelo amor à cidade em mora, mas que tenha competência demonstrada na sua vida particular e na vida pública.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
MOVIMENTO ESTAMOS JUNTOS - FEVEREIRO
MOVIMENTO “ESTAMOS JUNTOS”
A coordenação do Movimento “Estamos Juntos” mais uma vez organizou uma “plenária”, nesta oportunidade na sede do PSB, cedido pelo ex-Prefeito e atual Vice-Prefeito Uilton Viana, que também faz parte do movimento e um dos pioneiros e idealizadores juntamente com o Dr. Carolino Santos e Marcelo Delaroli.
Com a presença destes três citados, também compuseram a Mesa o suplente de Vereador Cel. Pedro Gomes, Vereador Uiltinho Viana, Professor Jorge pelo PCdoB, Walter Monteiro, Presidente do PSDB, dentre outras pessoas influentes e preocupadas com a política municipal.
A tônica da assembléia foi em torno dos discursos dos três principais précandidatos a Prefeito pelo Município de Maricá, Uilton Viana, o anfitrião, Marcelo Delaroli, e Dr. Carolino Santos, este último empolgando a platéia com suas importantes palavras, e alerta geral aos eleitores do município.
Na platéia destaque para a comitiva do PDT que era maioria, organizados com camisas, bandeiras e faixas.
Para a próxima plenária do movimento que cresce a cada dia, membros da coordenação e representantes dos partidos participantes, prometeram rever alguns pontos e começarem a dar vez e voz aos précandidatos a vereadores, sendo sugerido que antes de se iniciar qualquer plenária se registrasse em livro os desejosos de usar da palavra, selecionando três de cada partido para cada reunião, na ordem de inscrição. A lista seria permanente até que o rodízio se completasse ao longo de várias reuniões seguidas. As coligações serão inevitáveis, até por motivo de estratégia eleitoral, logo não podem os précandidatos ficarem calados e não poderem se justificar aos futuros eleitores. Deixar somente Pedro Gomes e Uiltinho Viana usar o microfone é o mesmo que enfraquecer o princípio da igualdade e arranhar a democracia, como se não bastasse a população viver em tempos de “democradura” onde se assiste aos acintes dos políticos com excesso de poder e autoridades omissas no “dever de ofício”, quando quase nada é investigado, processos não são abertos, e julgamentos são deveras tardios fomentando injustiças.
Pelo que ouvimos nos discursos temos a saúde sofrendo e à beira da morte, hospital municipal em abandono, administração da saúde terceirizada e mal organizada, contratos milionários, salários atrasados, Secretário Municipal omisso. A Secretaria de Obras envolvida com licitações que induzem ao superfaturamento e sem fazer nada em três anos de desgoverno. A Secretaria de Educação, entregue a um vereador petista há muito está envolta com superfaturamento, terceirizações em massa, além dos milhares de cargos comissionados, concursos e mais concursos que são marcados por provas e classificações estranhas, professores sem o integral repasse das verbas do Fundeb, escolas precisando de reformas internas, físicas e organizacionais.
A Secretaria de Transportes totalmente inerte, dirigida por um grupo de incompetentes e anaptos para as funções e atividades inerentes. Sem uma obra sequer, sem um plano viário, excesso de placas que rendem depois de compradas, sinalização por semáforos em precariedade causando acidentes. As únicas obras executadas foram por empresas de média qualidade contratadas pelo governo estadual que deixou colocar “asFALSO” no lugar de ASFALTO. Assim mesmo a av. Roberto Silveira, assim chamada um dos pedaços da RJ.114, está em constante “remendo” com bueiros soltando e atingindo carros, motos e ciclistas. Buracos são tampados diariamente e nesta mesma rapidez surgem novos buracos e crateras. Não dá para fazer turismo em um município sem estradas, vias de acesso, sendo o pior dos casos os acessos a Itaipuaçu.
Maricá está abandonada há mais de uma década, e precisa juntar todo mundo contra o desgoverno e pela renovação.
Se este movimento “ESTAMOS JUNTOS” eleger o Prefeito e a maioria da Câmara de Vereadores, Maricá terá a sua primeira oportunidade de presenciar e sentir um governo de coalizão, focado na prestação de um serviço público de qualidade e incondicionalmente voltado para o bem estar da população, posto que o objetivo maior de um sábio governante é tornar feliz a humanidade.
O governante precisa dar três coisas aos súditos:
comida, segurança e confiança.
Uma só coisa ele não pode tirar:
a confiança. (Confúcio)
Os governos que antecederam, e os governos que atualmente regem a população, substituíram tudo pelo populismo, a comida por bolsa família, a segurança por casos de polícia, e, por fim, perderam a confiança.
Não distribuir “pão e circo”, mas fomentar emprego, pagar salário justo, empreender meios à habitação, fornecer educação integral para todos, tratar a saúde como caso de cidadania, respeitar o munícipe, certamente cativará a confiança.
Chega de “sonzão, palanques e cachaça” para distrair os jovens de seus reais objetivos. Chega de promessa de emprego em “resorts”, em “polo naval”, em Comperj, pois era para 2009, foi para 2012, e agora a promessa é para 2015.
Chega de prometer pagar os servidores públicos os atrasados e fazer os enquadramentos. Quem enganou seus próprios funcionários não merece confiança.
Chega de contar com a “Minha Casa, Minha Dilma”, e fazer um planejamento habitacional próprio e sério. Parar de contar somente com as verbas transferidas.
Implantar um sistema de educação em regime e horário integral desde o básico até o ensino técnico. Tratar a saúde como exemplo de cidadania, com respeito ao ser humano.
ESTAMOS JUNTOS. CONFIE NESTE MOVIMENTO.
domingo, 29 de janeiro de 2012
NIQUE ARTES - FESTAS - BRINDES - ARTESANATOS
Contato: nique.artes@hotmail.com
Exposição e vendas: niqueartes.blogspot.com
http://niqueartes.blogspot.com
id.82*220232
ANIVERSÁRIOS - FESTAS EM GERAL.
sábado, 28 de janeiro de 2012
DR. CAROLINO VENCE JORNAL OUTRAS PALAVRAS
O DR. CAROLINO GOMES DOS SANTOS,
MÉDICO UROLOGISTA CONCEITUADO,
PRESIDENTE DO PDT-MARICÁ,
PROCESSOU O JORNAL OUTRAS PALAVRAS
QUE PERTENCEU À FAMÍLIA DO PREFEITO
QUAQUÁ.
A Justiça condenou o referido
jornal a pagar indenização por danos
morais e ainda determinou, reconhecendo
o direito de resposta do Dr. CAROLINO,
que o jornal publique o inteiro teor da
sentença na próxima edição após
transitada em julgado.
Resta acreditar que o jornal cumpra a
sentença publicando na edição com
cinco mil exemplares como o jornal
apregoa lançar normalmente e se
intitulando o maior jornal de Maricá.
Vamos aguardar o desfecho, pois cabe
recurso do jornal/réu, e enquanto isso
publicamos a sentença para
acompanhamento dos interessados:
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE MARICÁ - RJ
Processo: 9176-22.2011.8.19.0031
SENTENÇA - Dispensado relatório nos termos do art. 3º da Lei 9.099/90. Passo a decidir. Afasto a preliminar de extinção do processo em razão da falta de interesse de agir, pois a presente demanda se apresenta adequada, necessária e útil para o deslinde da controvérsia apresentada. Após analisar os autos verifica-se que de fato o Réu, ao veicular notícia sobre fato que envolvia o filho do Autor, abusou do seu direito à liberdade de imprensa. Isto porque, o Réu, ao invés de mencionar apenas, como os outros jornais que veicularam a notícia, que o Autor do suposto fato criminoso era filho do Autor, incluiu o seguinte comentário: ´O candidato a prefeito por duas vezes em Maricá, Dr. Carolino, teve seu nome mais uma vez envolvido em denúncias.´ O jornal em questão é veiculado no Município, onde o Autor inclusive já tentou se eleger como prefeito, de modo que este comentário é capaz de ferir a honra do Autor, já que este não tem qualquer participação no suposto fato criminoso, não podendo o jornal afirmar que o Autor teve seu nome envolvido mais uma vez em denúncias. Desta forma, sendo o Autor pessoa pública, envolvida com o cenário político da cidade, o comentário foi desnecessário e indevido, já que não compatível com a realidade dos fatos, sendo tal publicação passível de gerar dano moral. Estabelecida a existência de dano moral, resta quantificá-lo. A doutrina e a jurisprudência informam vários critérios para encontrarmos o valor adequado daquela, como a extensão do dano, condição econômica da vítima e do causador do dano e a vedação do enriquecimento ilícito de qualquer das partes. Ante tais critérios e atendendo ao caráter pedagógico e punitivo da medida, entendo razoável e proporcional fixar a indenização por danos morais em R$ 5.000,00. Acolho em parte o pedido para que o Réu se abstenha de veicular notícia atrelando o fato em questão ao nome do Autor, pois diante do conflito de direitos individuais, deve-se aplicar a técnica de ponderação de interesses, sem contudo, diminuir completamente o direito a liberdade de imprensa. Desta forma, acolho em parte tal pedido, para condenar o Réu a se abster de mencionar em futuras publicações o nome do Autor como se fosse envolvido em denúncias, devendo limitar-se a mencionar a apenas a filiação do suposto Autor do fato criminoso, sem fazer qualquer menção de envolvimento do Autor com os fatos ou com denúncias sobre o fato. Por fim, quanto ao pedido de efetivação do direito de resposta, é cediço que a Constituição assegura em seu art. 5º, V o direito de resposta, proporcional ao agravo. Por este motivo, deve ser acolhido o pedido para que o Réu publique o inteiro teor da sentença transitada em julgado na próxima publicação do jornal. Pelo exposto, JULGO PROCEDENTE EM PARTE os pedidos, condenando o Réu a pagar ao Autor a quantia de R$ 5.000,00, com juros de mora de 1% ao mês e correção monetária a contar da intimação da sentença; bem como a se abster de mencionar em futuras publicações o nome do Autor como se fosse envolvido em denúncias, devendo limitar-se a mencionar a apenas a filiação do suposto Autor do fato criminoso, sem fazer qualquer menção de envolvimento do Autor com os fatos ou com denúncias sobre o fato; e, por fim, condeno o Réu a publicar o inteiro teor da sentença transitada em julgado na próxima publicação do jornal, em razão do exercício do direito de resposta do Autor, sob pena de multa a ser fixada em posterior execução. O Réu deverá efetuar o pagamento do valor da condenação no prazo de 15 dias do trânsito em julgado da sentença, sob pena de incidência de multa de 10% sobre o valor da condenação prevista no art. 475-J do CPC. Sem custas e honorários advocatícios, nos termos do art. 55 da Lei 9.099/95. Após o trânsito, dê-se baixa e arquive-se. Publique-se. Registre-se. A intimação se dará na data designada para a leitura de sentença. Projeto de sentença encaminhado para homologação, conforme determina o artigo 40 da Lei 9.099/95. Danielle Moraes Leite Juíza Leiga HOMOLOGO a decisão acima apresentada, na forma art. 40 da Lei nº 9099/95, para que produza seus jurídicos e legais efeitos. Maricá, 14 de dezembro de 2011. Criscia Curty de Freitas Lopes Juiz de Direito
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
POLO NAVAL - JACONÉ - DEBATES
13/01/2012
Para:
Prezados amigos,
Para v/conhecimento, repasso noticia hoje divulgada
Um fraternal abraço
Jorge M. R. Monteiro
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MARICÁ E SAQUAREMA UNIDAS EM FAVOR DA TRANSPARÊNCIA
2ª reunião sobre o Polo Naval de Jaconé debate impactos ambientais
TVC/Itaipuçusite
Maricá, 13/01/2012 - Ontem (12), às 19 horas, foi realizada a 2ª reunião sobre a construção do Polo Naval de Jaconé, nas dependências do clube SFC, em Saquarema, organizada pela Associação dos Moradores e Amigos de Jaconé, com a participação de representantes da sociedade civil de Maricá, Jaconé e Saquarema.
Na reunião, conduzida pela presidente da associação de moradores de Jaconé, Ana Cristina, foram debatidos vários temas importantes sobre os efeitos físicos e ambientais que poderiam impactar na região. Foram convidados à mesa o secretário de turismo, Armando, além de um representante da secretaria de meio ambiente (Carlinhos), ambos de Saquarema, Cássio Garcez, coordenador do grupo ECOANDO e também especialista em educação ambiental e Ana Paula Carvalho, do movimento 'Luto por Maricá'.
Cássio foi o primeiro a falar e enfatizou a importância do meio ambiente, destacando o patrimônio ambiental e a condição "sine qua non" de se trazer, através das autoridades públicas, a informação à comunidade que é quem tem que decidir o que fazer. " Acho um absurdo um lugar riquíssimo como aquele, se tiver um Polo Naval vai ter emissão de gases, alteração física do lugar, vai haver desmatamentos, prostituição, pois onde há Porto tem cabarés... Pode ser até que traga recursos pra Maricá, mas Saquarema ficará com o ônus. A maior riquesa da região são as praias e as lagoas", disse.
Ressaltou também que o Porto Naval está ligado à indústria do petróleo e ao COMPERJ e que este vai jogar suas "porcarias" em Maricá. "Os empresários da indústria do petróleo só pensam em lucros!", enfatizou. Lembrou também que, segundo especialistas, em 2020 a era do petróleo vai entrar em declínio e o Polo se transformará numa espécie de esqueleto degradado: "Espero que vocês repudiem o Polo Naval o quanto puderem!", concluiu.
Ana Paula falou da falta de transparência no qual esse projeto está sendo conduzido e vaticinou que com a inevitável migração de pessoas, no caso, famílias e trabalhadores, as quais não têm o mínimo apego pelo local, poderão iniciar um processo de favelização na região. "Maricá veio aqui para unir forças com Saquarema!", concluiu.
Carlinhos, o representante da secretaria de meio ambiente de Saquarema preveniu que um empreendimento desse porte deve ser cuidadosamente estudado, pois pode ser altamente nocivo, ambientalmente, para o local, já que "toda atividade na costa gera ações ambientais impactantes e não existe, ainda, nenhum estudo a respeito. No momento em que houver o estudo de impacto ambiental, todos devem participar. Vamos aguardar, vamos ficar atentos e vamos analisar; se não for bom para o meio ambiente, não será bom pra ninguém!", preveniu.
Por último falou o secretário de turismo, Armando, e aconselhou que, primeiro, tem que saber o que está acontecendo, pois os empresários envolvidos no projeto entrarão com outros tipos de investimento.
Um discurso caloroso e importante veio de um inesperado convidado que estava na platéia, Hamber, um advogado envolvido com sindicatos portuários e movimentos sociais, atualmente morador de Búzios e que foi dar a sua preciosa contribuição à reunião. "As informações serão arrancadas com a força da nossa mobilização e de nossa organização! As informações têm que vir até a população!" bradou. Solicitou a mediação do Ministério Público e sugeriu a participação de parlamentares e empresários para as próximas reuniões e que se faça um projeto de lei de iniciativa popular: "Podemos solicitar, embasados no Estatuto da Cidade uma outra revisão.", propôs, fazendo alusão à violenta alteração do Plano Diretor de Maricá. Concluiu o seu discurso pedindo a organização de um calendário definitivo.
A próxima reunião está programada para o dia 9 ou 10 de fevereiro, em Maricá, no Esporte Clube de Maricá.
A sociedade civil de Maricá esteve presente ao evento representada por César Augusto, Ana Paula Carvalho, Angélica Barcelos, Nina, JR, Luis Carlos Morreba, Fátima do Comcid e Ferraz (COMCID).
A Imprensa Oficial de Maricá esteve presente representada pelo Barão de Inohan, Itaipuaçu Site, TVC (TV Copacabana), Lei Seca Maricá e Jornal Gazeta, além do Jornalista Lino Carvalho.
MARICÁ - SAQUAREMA - JACONÉ - PORTOS - II
Representante da Setal, empresa que atua na área de construção naval , anunciou ontem em reunião com representantes de Maricá, o interesse da empresa em construir estaleiro em Jaconé. A revelação foi feita durante visita que o conselheiro da Setal, Alberto Padilla, fez ao prefeito Washington Quaquá, na presença do subsecretário da Região Metropolitana da Secretaria de Estado de Governo, Alexandre Mendes, e do secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Petróleo, Aleksander Santos. Padilla adiantou que a obra deve gerar entre 1.000 a 1.500 empregos. O executivo afirmou ainda que a empresa pretende qualificar mão-de-obra local. O prefeito Washington Quaquá disse que o município concederá os subsídios necessários para a Setal se instalar na região. “Maricá é atualmente o município brasileiro que oferece melhores condições, sejam técnicas ou ambientais, para receber um investimento do porte que a Setal quer tocar. Além do mais, temos o decisivo apoio dos governos federal e estadual. Nosso objetivo é transformar Maricá na grande base logística para operações offshore”, afirmou. Vale destacar que a Setal recentemente teve grandes dificuldades para se instalar na Bahia, por conta de questões referentes a licenciamentos ambientais. Nicomex Notícias – Beatriz Silva
Fonte: Nicomex Notícias
http://www.jevin.com.br/pag.php?area=Noticias&t=SETAL-PODE-CONSTRUIR-ESTALEIRO-EM-MARICA&id=172
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Estaleiro será em Jaconé
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23/04/09
Anônimo
Estaleiro será em Jaconé
Saiu uma nota no jornal "O Fluminense", página 4, de 23/04, onde afirma que hoje o prefeito Quaquá e seu secretrário Aleksander Santos (Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Petróleo) acompanham executivos do estaleiro Huisman do Brasil (de origem holandesa) num voo sobre a cidade. A intenção é construir um estaleiro numa área de 250 mil metros quadrados em Jaconé.
23/04/09
Anônimo
PUTZ QUE LOS PÁR... !!!!!!
ACABOU O SOSSEGO!!!!
11/05/09
Anônimo
estaleiro ??? vou pesquisar sobre :)
11/05/09
Anônimo
Empresários holandeses do setor naval da empresa Huisman do Brasil, especializada em manutenção e construção de equipamentos navais, estão de olho em Maricá. Eles negociam com o prefeito Washington Quaquá a construção de um estaleiro na Praia de Jaconé, num terreno de 240 mil metros quadrados. De acordo com o diretor técnico da empresa, Johan Zondervan, o investimento seria de cerca de R$ 220 milhões, com a geração de 500 empregos diretos. Entretanto, tudo ainda depende da liberação de licenças ambientais e de recursos do governo federal para a construção de um entroncamento (arrecife artificial), que proteja as instalações navais do mar agitado da região.
http://viniciusmoro.adm.br/?p=1650
21/05/09
Anônimo
ihhh então pode esperar mais uns 20 anos... Tudo nesse país é assim.
Na época das próximas eleições algum candidato vai se vangloriar do feito, aí vão colocar uma plaquinha... aí a plaquinha vai enferrujar... aí depois cai no esquecimento... aí vem outra eleição....
e assim vai!
25/05/09
Anônimo
rsrsrs é verdade pry !!!
22/06/09
Anônimo
Saiu no o globo 19 junho 2009
A paz para acabar. Agora o negócio é um porto de minério e uma ferrovia ligando Itaboraí. O investimento é na ordem de 1 bilhão. A Brascan vendeu uma área imensa para o Grupo Domus. Fonte: O Globo, coluna Negócio & Cia, pág. 24, 19/06/2009.
01/07/09
Anônimo
Jaconé rumo a destruição
http://blogdogerhardsardo.blogspot.com/2009/07/jacone-sob-ameaca-de-destruicao.html
21/07/09
Anônimo
Importando POLUIÇÃO?!
"A Setal", empresa da construção naval, que não obtém licença ambiental na Bahia por força dos seus impactos no meio ambiente, quer construir um estaleiro em Jaconé, Maricá.
Por que será?!
Fonte: http://www.atribunarj.com.br/noticia.php?id=997&titulo=Estaleiro
Algumas respostas nesta página foram excluídas ou estão sob revisão.
http://www.orkut.com/CommMsgs?tid=5327775715437374813&cmm=265681&hl=pt-BR
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Patrick-RJ
August 9th, 2009, 03:58 AM
POLO NAVAL DE MARICÁ TEM MAIS PROPOSTAS DE INVESTIMENTOS
Empresas dos setores naval e offshore se reuniram na última semana com representantes da prefeitura de Maricá e demonstraram interesse em realizar investimentos no Polo Naval, que será construído na cidade. Representantes do Consórcio Setal/OAS, empresa brasileira que atua na área da construção naval, tiveram encontro com o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Petróleo, Aleksander Santos, para discutir a possível instalação do grupo no Polo Naval de Jaconé.
“Problemas na concessão de licenças ambientais na Bahia poderão beneficiar o estaleiro que será instalado em Jaconé”
Segundo o secretário, a dificuldade que as empresas vêm encontrado para conseguir licenciamento ambiental na instalação de outro Polo Naval na Bahia, poderão potencializar o investimento em Maricá. “Esta reunião vem ao encontro das nossas expectativas com o projeto do Polo. O representante da Setal disse que vem encontrando muitas dificuldades para a liberação de licenças ambientais na Bahia, onde já há um investimento programado. A vinda dele aqui foi exatamente para pedir informações sobre essa questão. Ao mostrarmos a participação do Governo do Estado no processo, eles se animaram”, afirmou Santos.
Se o projeto realmente for realizado em Maricá, deverá gerar além do investimento de R$ 800 milhões, a geração de 1,5 mil empregos diretos na fase de construção e até 7,5 mil durante a operação. Aleksander Santos disse também que o conselheiro da Setal, Alberto Padilla, solicitou a cessão de uma área de 1,5 milhão de metros quadrados para implantação do estaleiro, garantia das liberações das licenças ambientais, estudo de um plano para redução da carga tributária e um investimento maciço em infraestrutura na região. Em compensação a esses incentivos, a empresa se compromete a ajudar a cidade com projetos para construção de escolas e unidades de saúde, além de preservar 25% da área destinada a possível construção do estaleiro.
Outra empresa que se reuniu com a Prefeitura de Maricá e confirmou intenções de investimentos foi a holandesa Huisman do Brasil. Em reunião que contou também com a presença do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Julio Bueno, a proposta da empresa foi bem aceita. Segundo o secretário municipal, foram realizadas quatro reuniões entre a Prefeitura e o diretor mundial da empresa holandesa, Joop Roodenburg, no último mês, e a reunião envolvendo o Governo do Estado serviu para aprofundar essa relação. A Huisnan do Brasil demonstra o interesse de se estabelecer na área naval do município, investindo R$ 220 milhões e produzindo cerca de 500 empregos diretos.
http://riodejaneiro.spaceblog.com.br/454806/POLO-NAVAL-DE-MARICA-TEM-MAIS-PROPOSTAS-DE-INVESTIMENTOS/
http://www.skyscrapercity.com/archive/index.php/t-797314-p-14.html
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Maricá terá polo industrial
Área de 5 milhões de m² pode abrigar terminal de minério e estaleiro. O empresário Carlos Johannpeter, filho de Jorge Gerdau, articula a criação de um grande complexo industrial no município de Maricá (RJ). O projeto será erguido em área de 5 milhões de m² em Jaconé, recém vendida pela Brascan ao Grupo Domus, que Johannpeter comanda desde que deixou a Gerdau, em 2002. O investimento é estimado em R$ 1 bilhão.
Área de 5 milhões de m² pode abrigar terminal de minério e estaleiro. O empresário Carlos Johannpeter, filho de Jorge Gerdau, articula a criação de um grande complexo industrial no município de Maricá (RJ). O projeto será erguido em área de 5 milhões de m² em Jaconé, recém vendida pela Brascan ao Grupo Domus, que Johannpeter comanda desde que deixou a Gerdau, em 2002. O investimento é estimado em R$ 1 bilhão.
A ideia é construir um porto para escoar minério vindo de Minas Gerais. O produto chegaria a Maricá por ramal ferroviário de 60 quilômetros, a ser construído a partir de Itaboraí. A Gerdau tem minas em Várzea do Lopes, Gongo Soco, Dom Bosco e Miguel Burnier. Todas são ligadas ao Rio por ferrovias da MRS Logística e FCA. O grupo siderúrgico já tem em curso outro projeto de terminal de minério no Rio, em Itaguaí.
O plano envolve outros grupos interessados em se instalar na região. Johannpeter confirma, sem dar detalhes. “ A Domus tem um grande projeto para Maricá, mas ainda não é oficial. disse à coluna.
A realização do empreendimento passa por negociações com o município e o governo estadual. A prefeitura de Maricá articulava ali a criação de um polo naval, já aprovado pelo Ministério dos Portos. Segundo fontes, a União é contrária ao uso da área apenas para a exportação de minério. A Mendes Junior chegou a encaminhar carta de intenções para criar um estaleiro de construção e manutenção offshore, com faturamento estimado em R$ 400 milhões.
Fonte: Coluna Negócios & Cia - O Globo
ADHOC - CONSULTORES ASSOCIADOS LTDA
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Estaleiro na Praia de Jaconé. (em Maricá)
Já é quase certa a instalação de um estaleiro na Praia de Jaconé. (em Maricá)
A informação é do secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio do estado, Júlio Bueno, que participou da cerimônia de abertura da Brasil Offshore, feira e conferência que acontece até a próxima sexta-feira (19/6), em Macaé
Segundo o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT) - “A construtora Mendes Júnior Trading Engenharia S/A enviou um termo de intenção para a instalação de uma unidade industrial naval e offshore, formalizando assim o interesse da empresa em investir na cidade.
O Governo do Estado, por sua vez, se colocou à disposição para ajudar no processo de negociação oferecendo concessão de incentivos fiscais, ajuda para liberação de licenças ambientais e ainda para a desapropriação da área. Essa pertenceria ao grupo Brascan, que estar disposta a negociar o terreno, que corresponde a 1 milhão e 300 mil metros quadrados. “Continua o prefeito” - "A idéia é viabilizar recursos para a construção de um arrecife artificial nas águas de Jaconé, o que facilitara a chegada das embarcações ao atracadouro", explicou o prefeito. "Já demos um passo importante, conseguindo o apoio do Governo do Estado, que será nosso parceiro para o desenvolvimento de um pólo naval em Maricá. O Governo Federal também está discutindo o assunto", declarou Quaquá.
Postado por Galdinosaqua
http://galdinoosaquarema.blogspot.com/2009/06/estaleiro-na-praia-de-jacone-em-marica.html
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Debate em Maricá discute pré-sal e progresso
Estou seguindo para Maricá, onde daqui a pouco participo de um debate sobre o impacto da exploração do petróleo do pré-sal sobre os municipios fluminenses. O encontro é promovido pela Prefeitura, com o apoio da Petrobras e vou ter a meu lado, na discussão, o Prefeito Washington Quaqua, o deputado Edmilson Valentim, do PCdoB, o deputado estadual Rodrigo Neves - PT e a Prefeita de Saquarema, Franciane Motta.
Coreanos dos estaleiros STX vieram conhecer o projeto de Maricá. Em vez de fazermos encomendas lá, criemos empregos aqui.
Coreanos dos estaleiros STX vieram conhecer o projeto de Maricá. Em vez de fazermos encomendas lá, criemos empregos aqui.
Maricá tem todas as condições de abrigar a indispensável expansão da indústria naval para atender ás encomendas que irão ser geradas a partir da nova fase de exploração do petróleo. As condições da Praia de Jaconé para este projeto são excepcionais e, além do mais, as instalações de atracação de embarcações podem ter uso até mesmo antes de que a atividade de exploração do pré-sal esteja muito avançada, porque a localização do porto pode atender às demandas do enorme Complexo Petroquímico de Itaboraí, já em implantação e distante apenas 27 km dali.
Faço aqui, de público, o meu reconhecimento aos esforços do prefeito de Maricá e aos de seu secretário de Desenvolvimento Econômico, Aleksander Santos, pelo incansável trabalho para obter apoio à implentação deste plano de instalar ali cinco estaleiros de porte médio. Quem quiser saber mais sobre o projeto, pode ler uma entrevista de Aleksander Santos sobre o tema,
http://www.tijolaco.com/debate-em-marica-discute-pre-sal-e-progresso/
- Blog do Brizola Neto.
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Centro Universitário Estadual da Zona Oeste – UEZO
Curso Superior de Tecnologia em Construção Naval – CoTCN
Rio de Janeiro 2011
Caio Sarti, Gustavo Alves, Renan de Araújo, Sâmara Pinto
Rio de Janeiro 2011
Trabalho realizado pelos alunos Caio Sarti, Renan de Araújo e Sâmara Pinto, 3º período, e Gustavo Alves, 6º período do curso de Construção Naval, apresentado como requisito parcial para a obtenção da nota da primeira avaliação da disciplina de Introdução à Industria Naval e Offshore lecionada pelo professor Bruno Sampaio.
Grandes investimentos, projetos e parcerias econômicas ajudam no fortalecimento do estado do Rio de janeiro e na consolidação do Estado no setor naval.
1. Introdução ........................................................ 3
2. Reaquecimento da Indústria Naval Brasileira .. 5
3. O Rio consolida sua liderança no setor naval .. 6
4. Projeto do Estaleiro da Marinha em Itaguaí .... 7
5. Complexos Navais no Rio ............................... 8
6. Rio: a capital do petróleo ................................. 13
7. Conclusão ........................................................ 14
1. INTRODUÇÃO
Apoiado em uma economia diversificada e extremamente dinâmica, o Estado do Rio de Janeiro vive nos últimos anos um período de grande dinamismo. Sua economia, a segunda do país em termos de Produto Interno Bruto (PIB), atingiu valor superior a R$ 275 bilhões em 2006 – equivalente ao PIB chileno – representando 1,6% da produção nacional.
O Rio de Janeiro é, ainda, um “Estado de logística”, já que suas características naturais o colocam em uma posição privilegiada comparativamente aos demais estados da federação: centralidade e multimodalidade.
De fato, existem no Rio cinco portos de diferentes perfis que exportam 13,5% do total brasileiro, sendo dois deles – Porto de Itaguaí e Porto do Rio de Janeiro – as principais portas de entrada e de saída das mercadorias produzidas ou destinadas ao próprio Estado do Rio de Janeiro e ao de Minas Gerais, atendendo também aos demais estados. Além disso, o Porto de Itaguaí – localizado na baía de Sepetiba – tem potencial para se tornar um hub port, dada a sua retroárea e o grande calado natural.
As características que destacam o Rio de Janeiro no âmbito nacional fizeram com que, nos anos recentes, diversos investimentos fossem atraídos para o Estado. A dimensão desses investimentos associada ao impacto que trarão à economia local e nacional criaram verdadeiros eixos de desenvolvimento, que guiarão o desenvolvimento fluminense nos próximos anos: eixos norte, sul, leste e Sepetiba.
Primeiro, é o maior produtor de petróleo e gás natural do país, contabilizando 81% e 53% da produção nacional respectivamente. A extração de petróleo em águas profundas tem crescido a uma média anual de 19,6% ao ano, alcançando a marca de 1,7 milhão de barris por dia, o que coloca o Rio de Janeiro entre os maiores produtores de petróleo mundiais, superando, até mesmo, países integrantes da OPEP, como Argélia e Nigéria. Tal produção tem gerado significativa distribuição de royalties ao Estado e aos municípios produtores, o que se configura como uma importante receita extra para ambos os níveis de governo.
É verdade que a queda abrupta dos preços de petróleo diminuiu temporariamente essa vantagem natural do Estado, mas a recente descoberta de vastas reservas situadas abaixo da camada de sal (conhecidas como pré-sal) em uma faixa de 800 km do litoral brasileiro, com concentração em frente à costa fluminense, inevitavelmente exigirá a construção de nova infraestrutura para exploração em outros municípios do Estado.
A qualidade do óleo encontrado e o tamanho das reservas tornam sua exploração viável, segundo estudos da Petrobras e de outras entidades, mesmo com o preço do petróleo em patamar de US$ 35 / barril. Assim, desde já e por pelo menos mais duas décadas, o petróleo será um enorme gerador de desenvolvimento para o Rio de Janeiro.
Segundo, a estrutura industrial do Rio de Janeiro – diversificada, com produção voltada para o mercado interno3 e com alta participação de empresas de bens de consumo não durável – em conjunto com o importante peso do setor de serviços tornam o Estado menos vulnerável à crise internacional, relativamente aos demais.
Terceiro, o Rio possui ainda o turismo como forte vocação econômica. A despeito de suas belezas naturais – que atraem turistas nacionais e internacionais – eventos futuros de grande porte movimentarão a economia do Estado. De fato, após a bem-sucedida realização dos jogos Pan-Americanos, a indústria do turismo conta com duas perspectivas concretas futuras e uma grande possibilidade: os V Jogos Mundiais Militares, em 2011; a Copa do Mundo de 2014; e as Olimpíadas de 2016, para a qual o Rio de Janeiro é cidadecandidata.
Além disso, o Brasil pode se transformar no primeiro país das Américas a entrar no seleto grupo das nações que dispõem de trens-bala: a previsão é que a ferrovia de alta velocidade percorra 403 km, ligando a capital fluminense à Estação da Luz, na capital paulista, em pouco mais de uma hora de viagem – o que a integrará ainda mais à maior metrópole do país.
Quarto, o Estado do Rio de Janeiro conta, atualmente, com uma conjuntura política extremamente favorável, conjugando após um longo período o alinhamento entre as três esferas de governo, Federal, Estadual e Municipal. A consequência concreta desse alinhamento tem se manifestado na construção de um ambiente de negócios pró-mercado, aliado à recuperação da capacidade de investimento do Estado através de um programa de melhoria da qualidade do gasto público. O resultado tem sido a execução de ações articuladas com os interesses e as necessidades da sociedade fluminense, como o Programa de Aceleração do Crescimento, desenvolvido em conjunto pelos três entes federativos e que contempla um significativo volume de investimentos em diversas áreas.
O futuro do Estado do Rio de Janeiro está, portanto, sendo desenhado a partir da conjunção dos eixos de desenvolvimento com as características que o Estado já possui. Muito embora a crise tenha afetado esse movimento – como fez no mundo todo – seus impactos foram surpreendentemente limitados nas intenções de investimento no Estado, como será demonstrado a seguir. A crise não foi capaz de alterar o futuro que se vislumbra para os próximos anos, a partir dos quatro eixos de desenvolvimento do Estado. São esses eixos, os demais investimentos que os acompanham e as oportunidades que serão geradas.
2. REAQUECIMENTO DA INDÚSTRIA NAVAL BRASILEIRA
Investimentos no setor naval geram grandes expectativas para a economia de estados de norte a sul do Brasil. Todo esse alvoroço é resultado da estimativa de que cerca de 54 bilhões de reais serão investidos em portos e terminais nos próximos cinco anos, pela Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP) e especialistas do setor. O maior construtor de navios da década de 70, que se viu falido nas décadas seguintes, agora é palco de grandes investimentos no setor, impulsionado pela indústria petrolífera, tendo como carro chefe as descobertas do pré-sal. Período que traz grandes perspectivas para os estados que agora investem na expansão das bases de apoio logístico portuário, e municípios que mudaram sua realidade com a atração de grandes empreendimentos.
O Governo Federal estima uma carteira de projetos da iniciativa privada de US$ 18 bilhões para o setor. Outros US$ 4 bilhões devem partir do governo via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Amazonas, Bahia, Ceará e Alagoas são alguns dos estados que se beneficiarão do programa de expansão da indústria naval. O valor corresponde a nove projetos que receberam prioridade para análise pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM) e crescerá após o resultado da licitação para 28 sondas de perfuração da Petrobras.
A Secretaria Especial de Portos assumiu o compromisso de tornar o sistema portuário mais ágil e mais competitivo, buscando recuperar o tempo perdido e investindo por meio do PAC em obras de infraestrutura, com a meta de ficar entre os 20 maiores sistemas portuários do mundo nos próximos dez anos.
A modernização não envolve apenas as obras de ampliação, a introdução de novas tecnologias e a atualização de equipamentos, mas englobam também as questões ambientais, de saúde, a revitalização das áreas portuárias para o melhoramento da relação entre porto e cidade e novas formas de gestão e administração dos serviços portuários que venham resultar em maior produtividade e na redução de custos. Segundo ao Governo Federal, a obra de revitalização de alguns portos do país irá solucionar os principais gargalos, e tornar o sistema portuário brasileiro cada vez mais competitivo frente ao mercado internacional, sem prejuízos ao meio ambiente portuário e urbano e à população dos municípios onde estão localizados os terminais.
A enxurrada de novos projetos preocupa o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que iniciou um estudo para avaliar qual a real necessidade do parque naval brasileiro. O objetivo é evitar riscos de empréstimos a estaleiros que terão poucos contratos no longo prazo. "Queremos uma indústria sustentável", diz o gerente do departamento de petróleo e gás do BNDES, Luiz Marcelo Martins. "É preciso um maior planejamento para evitar situação como a das décadas de 1970 e 1980, com a construção de muitos estaleiros sem demanda de longo prazo", afirma Martins.
Os R$ 4 bilhões aprovados pelo FMM referem-se a nove projetos, oito deles de construção de novos canteiros e um de modernização. O maior deles será construído pela Odebrecht na foz do rio Paraguaçu, na Bahia, ao custo de R$ 1,631 bilhão. Já o Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), do grupo Synergy, prevê a abertura de um canteiro em Alagoas, orçado em R$ 1,2 bilhão. O fundo passou a operar como uma espécie de BNDES para o setor naval, financiando a construção de embarcações e, agora, a abertura de estaleiros a condições especiais. Os recursos vêm do Adicional de Frete da Marinha Mercante (AFMM), taxa cobrada sobre o frete no transporte marítimo. Diante do crescimento das consultas, o fundo teve de receber um aporte de R$ 15 bilhões do governo em dezembro. O fundo analisa pedidos de financiamento de R$ 14 bilhões, incluindo estaleiros, navios e embarcações.
3. O RIO CONSOLIDA SUA LIDERANÇA NO SETOR NAVAL
No Estado do Rio de Janeiro, a participação do Governo Estadual é mais institucional, de articulação com outras esferas de governo e a iniciativa privada para viabilizar os empreendimentos, conforme explicou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno. Segundo ele, a indústria naval offshore no Rio de Janeiro estava sendo retomada e agora, vive a fase da consolidação.
O governo vem adotando medidas importantes para fortalecer a indústria naval e offshore fluminense. O secretário cita como exemplo, o Programa de Sustentabilidade da Indústria Naval, lançado em 2008, visando a oferecer um ambiente de negócios favorável à competitividade internacional e à perenidade ao setor. A primeira medida foi a criação do decreto de isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Já em 2009, o governador Sérgio Cabral assinou decreto que reduz de 25% para 7% o ICMS para a indústria náutica do estado e permite o diferimento do tributo na aquisição de insumos e de máquinas destinados a integrar o ativo fixo dessas empresas.
Bueno declara metas ambiciosas. Segundo ele, o surgimento de novos players neste mercado ratifica a importância de o estado ganhar escala e qualidade para competir internacionalmente. Este pode ser um dos grandes desafios. "Sabemos que, ainda hoje, o setor é extremamente dependente das encomendas da Petrobras, o que não garante sua perenidade", pontua o secretário.
O Rio possui grandes projetos em andamento, que deverão gerar, nos próximos dois anos, pelo menos 1 mil vagas de empregos. De acordo com o documento Decisão Rio 2010-2012, produzido pela Firjan, o setor naval offshore receberá 18,1% dos R$ 20,3 bilhões previstos para a indústria de transformação do estado no período.
Segundo o secretário, os investimentos previstos na indústria naval, pulverizados por diversas regiões do estado, vão desde Itaguaí, na Região Metropolitana, com a instalação do estaleiro da Marinha e o estaleiro Green Field, em Itaguaí, passando pela Zona Portuária do Rio, com a reativação do Estaleiro Inhaúma (ex-Ishibras); por Niterói, outra base tradicional da indústria naval fluminense; por Maricá, com a eventual viabilização do Complexo de Jaconé; e pelo Norte Fluminense, no Complexo de Barra do Furado e no Complexo do Açu, em São João da Barra.
Acreditamos que alguns fatores asseguram a durabilidade do setor no Rio de Janeiro, como a tradição em grandes empreendimentos navais e offshore; a proximidade do mercado consumidor, dos estados fornecedores de matérias-primas e dos centros de pesquisa e tanque oceânico; e a forte cadeia de pequenos, médios e grandes estaleiros e a mão de obra qualificada.
Até 2020, o Rio pretende entregar 53 sondas, 504 barcos de apoio e especiais, 84 plataformas de produção, 85 jaquetas e TLWP e 30 navios petroleiros (Suezmax).
Entre as oportunidades para setor o governo oferece apoio portuário, cabotagem, navegação fluvial e interior, embarcações militares e offshore. Além de dar total apoio e incentivo às empresas Navipeças, que produzem peças para navios e são fornecedores diretos dos estaleiros.
Os principais incentivos do governo no setor são a isenção do ICMS, principalmente o ICMS do Aço; Fundo de Marinha Mercante (FMM); Produção e aquisição de máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional (Finame); Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo (Prorefam); Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) e o Programa Empresa Brasileira de Navegação (EBN).
4. PROJETO DO ESTALEIRO DA MARINHA EM ITAGUAÍ
O investimento mais vultoso previsto para Itaguaí (RJ) será a construção do Estaleiro da Marinha do Brasil, que ficará a cargo de consórcio formado pela Odebrecht e pela francesa DCNS. São cerca de R$ 15 bilhões destinados à implantação do estaleiro e à construção de quatro submarinos convencionais e o casco de um submarino nuclear.
O empreendimento já atrai projetos de outras companhias. É o caso da Nuclep, braço industrial do complexo nuclear do Brasil. A empresa vai construir nas imediações uma fábrica de motores para propulsão naval destinados a navios de grande porte, de R$ 47 milhões. "Eles vão acabar fornecendo muita coisa para o estaleiro da Marinha", afirmou a subsecretária de Desenvolvimento do Rio de Janeiro, Renata Cavalcanti.
Já a CSN anunciou a construção de uma plataforma logística, que compreende pátio de contêineres, armazéns para produtos siderúrgicos, café, açúcar e químicos. O plano prevê investimento de R$ 4,6 bilhões e inclui um terminal portuário. Ao lado da área que será utilizada pela CSN, estão terrenos da Petrobrás e da Gerdau. O governo do Rio de Janeiro tenta orientar as três companhias a construírem juntas um único porto.
A atração de investimentos para a região deve ser potencializada com a construção do Arco Metropolitano, avalia Cristiano Prado, gerente de Infraestrutura e Novos Investimentos da Firjan. A obra dará acesso mais rápido às rodovias que ligam o Rio de Janeiro a Minas (BR-040) e São Paulo (BR-116), além de criar uma alternativa à Ponte Rio-Niterói no caminho para o Espírito Santo via BR-101 Norte, recentemente privatizada. "O acesso aos portos será facilitado e isso está levando indústrias à região", avalia.
O arco foi um dos motivos que levaram o Grupo Hermes, de vendas por catálogo e pela internet, a construir um segundo centro de distribuição no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, vizinho ao município de Itaguaí. O investimento é de R$ 215 milhões.
"Essa infraestrutura deve aprimorar nossa operação, melhorando o acesso aos principais centros urbanos do Sudeste, que respondem por 60% do nosso mercado", afirma Gustavo Bach, diretor de Marketing da Hermes. "A ideia é gerar 4 mil empregos no longo prazo", prevê.
O fluxo de grandes investimentos, que mexe com toda a região, deve continuar. A
Usiminas pretende instalar um terminal para movimentar minério de ferro em um terreno adquirido da Ingá Mercantil, um dos maiores passivos ambientais do Rio de Janeiro. A recuperação da área já foi iniciada. “Mas, como o local não tem saída para o mar, não será possível construir um píer.”, afirma Prado, da Firjan.
Figura 1 – Projeto do Estaleiro da Marinha do Brasil em Itaguaí - RJ
5. COMPLEXOS NAVAIS NO RIO
Em São João da Barra, o Superporto do Açu, que ocupa uma área de nove mil hectares, e receberá usinas siderúrgicas, pólo metal-mecânico, unidade de armazenamento e tratamento de petróleo, estaleiro, indústrias offshore, plantas de pelotização, cimenteiras e usina termoelétrica e indústrias de tecnologia da informação dois complexos siderúrgicos, duas cimenteiras, um complexo de geração de energia, uma montadora, indústrias de autopeças, um polo metalmecânico, um terminal para armazenamento e tratamento de petróleo, um polo de indústrias e serviços de apoio ao offshore e indústrias de tecnologia da informação, com um investimento conjunto de mais de US$ 40 bilhões nos seus empreendimentos e geração de cerca de 50 mil empregos na região.
O Complexo Industrial do Superporto do Açu é o maior empreendimento portoindústria da América Latina e deverá movimentar, pelo menos, 350 milhões de toneladas por ano, entre exportações e importações, posicionando-se como um dos três maiores complexos portuários do mundo.
Localizado no norte do estado do Rio de Janeiro e em construção desde outubro de 2007, o Superporto do Açu é composto por dois conjuntos de terminais que juntos totalizam 17 quilômetros de cais: TX1, correspondente aos terminais offshore, e TX2, um desenvolvimento do canal interno de navegação com 3,5 quilômetros de extensão com mais de 13 mil metros de cais, largura 300 metros de largura e até 18 metros de profundidade.
Segundo a prefeita Carla Machado, essa foi a mola propulsora de uma série de iniciativas recentes, como a qualificação da população local, visando à ocupação das vagas geradas.
"Mais à frente, isso vai representar a mudança do perfil econômico do município, com uma planta industrial que certamente trará impactos positivos e negativos. Dentre os positivos, destacamos a arrecadação própria, que já vem crescendo, o que nos tornará economicamente autossuficientes", relatou a prefeita.
Ela conta que o ciclo da navegação foi fundamental em determinado momento da história de São João da Barra, considerado especial para sua economia e que representou um grande crescimento da cidade, cuja atividade econômica era pungente. Ela explica que
Figura 2 – Comparação entre principais portos do Brasil era um segundo porto em movimentação de cargas da antiga Província e que movia toda a economia local, sendo fundamental para as regiões Norte e Noroeste do Estado.
"Este momento semelhante cria uma expectativa e ao mesmo tempo aumenta nossas responsabilidades em relação ao futuro. Sabemos que não há possibilidade de erro na condução do processo. Então estamos atentos a tudo o que é preciso fazer para que São João da Barra seja um modelo de boas práticas e desenvolvimento econômico sustentável com justiça social", disse Carla Machado. Com a figura abaixo é possível ter uma dimensão do projeto.
1 Minério de ferro 2 Pelotizadoras 3 Termelétricas 4 Pátio Logístico 5 Terminal de granéis liquídos 6 Áreas de apoio à E&P de petróleo 7 Administração 8 Comércio e lazer 9 Siderúrgica 1 10 Cimenteira 1 1 Siderúrgica 2 12 Cimenteira 2 13 Utilidades: água, gás e esgoto 14 Indústrias de cerâmica 15 Indústrias de construção civil 16 Indústria Automobilística 17 Polo Metalmecânico 18 Petróleo 19 Carvão 20 Produtos Siderúrgicos 21 Escória, gusa e granito 2 OSX
Figura 3 – Projeto do Complexo de Açu
Com relação aos investimentos por parte do governo municipal, somente em obras públicas, no momento, tem licitado, ou em execução, mais de R$ 100 milhões. São obras como a ampliação da rede de esgoto sanitário, calçamento de ruas, construção de unidades escolares, como a Escola Técnica Municipal, construção de um novo complexo administrativo da Prefeitura e outras obras.
A parceria com os governos do Estado e Federal é citada por ela como fundamental, principalmente no que se refere às obras de infraestrutura que darão total suporte à logística, como a recuperação parcial da RJ-240, recapeamento da BR-356, sob responsabilidade do governo federal, bem como os investimentos realizados pelo empreendedor. "Acreditamos que entre obras públicas e investimentos privados estejamos próximo de R$ 2 bilhões. Isso é mais que o orçamento dos últimos 50 anos", ressalta Carla.
Com relação à instalação de empresas na cidade, as que estão confirmadas até o momento são aquelas relacionadas especificamente à atividade portuária. Dentre os investimentos privados, a prefeita cita a possibilidade de instalação do estaleiro, também do grupo EBX, que anunciou ter mais de 60 protocolos de intenção assinados, e de outras empresas que já manifestaram interesse, como as siderúrgicas Wisco e Techint.
"Outro setor que começa a crescer, também em função do porto, é o de serviços e isso vem despertando o interesse de empresas de menor porte, mas nem por isso, de menor importância. Temos recebido diversas missões de empresários. Além dos italianos, argentinos e chineses, recebemos recentemente uma comitiva do Espírito Santo", comentou a prefeita.
No caso do município de Quissamã, as expectativas em torno do Complexo Logístico Barra do Furado também são grandes. O município vê nesse empreendimento a grande oportunidade de fortalecer a sua economia e garantir o desenvolvimento sustentável, gerando emprego e renda para a população.
O complexo industrial e portuário, no Rio de Janeiro, um projeto que se arrastava há 12 anos com poucos progressos, deu um passo decisivo esta semana com a assinatura de contrato entre os municípios de Quissamã e Campos dos Goytacazes, norte do Estado, e as construtoras Odebrecht, OAS e Queiróz Galvão para obras de dragagem e estabilização do canal de acesso à área do complexo. Orçadas em R$ 132 milhões, as obras têm prazo de 20 meses e devem ser parcialmente financiadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC-2). O contrato foi assinado no estande dos dois municípios da feira Rio Oil & Gas.
Figura 4 – Visão superior da área onde será o Complexo da Barra do Furado
Juntamente com o contrato para as obras de infraestrutura foram ratificados termos de compromissos assinados há quatro anos com as empresas Edison Chouest, Alupar (grupo Alusa), Estaleiro STX (associação da STX coreana com o grupo do antigo estaleiro carioca Promar) e Estaleiro Ilha S.A. (Eisa) para a construção no local de bases de apoio à indústria de petróleo no mar (offshore) e para a construção de dois estaleiros especializados em construir embarcações de apoio à indústria offshore. Segundo Haroldo Cunha Carneiro e Eraldo Bacelar, respectivamente, secretários de Desenvolvimento Econômico de Quissamã e de Campos, as quatro empresas se comprometeram a construir suas unidades em dois anos, representando investimentos totais de aproximadamente R$ 1 bilhão.
O projeto fica localizado na divisa entre os dois municípios, a cerca de 100 quilômetros dos principais campos de petróleo marítimos da Bacia de Campos (RJ). As instalações industriais e portuárias ficarão localizadas na parte interna do canal das Flexas, na Barra do Furado, que liga a lagoa Feia (segunda maior de água doce do Brasil) ao mar. A construção de um molhe na barra do canal provocou o deslocamento da areia de um lado para outro, quase extinguindo uma praia em Campos e ampliando sua correspondente do lado de Quissamã, sem resolver o problema de assoreamento do canal.
A obra contratada aos consórcios das três construtoras vai resolver os dois problemas. O canal será dragado para nove metros na boca e para sete metros no interior e um processo tecnológico importado da Austrália permitirá a transposição da areia de um lado para o outro, reconstituindo as praias originais e mantendo a profundidade do canal, essencial para o tráfego de embarcações. A licitação para outra obra, orçada em R$ 32 milhões, está sendo conduzida pelo município de Quissamã com o objetivo de reconstituir e ampliar o molhe de pedras que dá sustentação às margens do canal. Na nova configuração, o molhe avançará 130 metros mar adentro.
Segundo os dois secretários, a obra de dragagem e estabilização está dividida na proporção de 70% para Campos e 30% para Quissamã. Eles disseram também que no orçamento da União para 2011 está prevista a destinação de R$ 54 milhões do PAC-2, mas acrescentaram que os municípios irão iniciar os trabalhos independentemente de confirmação dos recursos federais. Já a obra de reconstituição do molhe, que tem abertura
Figura 5 – Projeto do Complexo Logístico e Industrial da Barra do Furado no norte fluminense de envelopes prevista para outubro, deverá ser dividida entre Quissamã (R$ 12 milhões) e o governo do Estado (R$ 20 milhões), segundo informou o secretário Carneiro.
O projeto de Barra do Furado foi elaborado como uma saída econômica para uma das regiões mais pobres do Estado do Rio de Janeiro e pode transformar-se na principal alternativa ao já saturado porto de Imbitiba, em Macaé, hoje a principal base de apoio às operações offshore no Brasil. Segundo Carneiro, atualmente as embarcações de apoio já enfrentam filas de até três dias para atracar em Macaé. Ele disse que o terminal de Barra do Furado terá 1 berços de atracação, contra apenas 4 em Macaé, cidade localizada a 50 quilômetros do local do projeto.
Além disso, Barra do Furado, hoje apenas um pequeno povoado voltado para incipiente turismo e a pesca, fica a apenas 40 quilômetros do complexo industrial e portuário de grande porte que o empresário Eike Batista está construindo na localidade de Açu, município de São João da Barra, também no Norte Fluminense.
Figura 6 – Ilustração cartográfica da região onde estão localizado os Complexos de Açu e Barra do Furado
6. RIO: A CAPITAL DO PETRÓLEO
Há 60 anos, o Brasil ousou contrariar um estudo norte-americano que tirava esperanças de haver petróleo em terras e águas nacionais. Hoje, não há dúvida de que estávamos certos e de que o ouro negro brasileiro é fluminense: o Rio detém 80% da produção nacional de petróleo, alçou a Petrobras à condição de referência mundial em tecnologia de produção em águas profundas e é base da desafiante tarefa de produzir abaixo da camada de sal, a 7 mil metros de profundidade e a 300 quilômetros da costa. O “pré-sal”, gigantesca acumulação de óleo com 800 Km de extensão do Espírito Santo a Santa Catarina, tem o Rio no centro do mapa de interesse mundial.
Atualmente, os campos maduros contêm 14 bilhões de barris. Só as áreas licitadas do pré-sal concentram outros 16 bilhões. Petroleiras que atuam no Brasil têm compromisso com a Agência Nacional de Petróleo (ANP) de perfurar 161 poços ao longo do ano, sendo que a Petrobras prevê a perfuração de 162 poços, informa o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). “Os cinco maiores campos do Brasil estão no litoral do Rio: Roncador, Marlim Sul, Marlim, Marlim Leste e Barracuda. Juntos, foram responsáveis por 49% da produção nacional. É uma das explicações para o estado ser a capital do petróleo”, explica Márcio Serrão, diretor do Departamento de Recursos Minerais do Rio.
Em Itaboraí será instalado o Complexo Petroquímico do Estado do Rio (Comperj), que entrará em operação a partir de 2013, com conclusão em 2016 ou 2017. O projeto vai atrair R$ 20 bilhões em investimentos. O empreendimento é parceria da Petrobras com a Braskem, do grupo Odebrecht, e terá duas unidades de refino para produzir 165 mil barris diários de diesel, gasolina, querosene de aviação e gás liquefeito de petróleo, além de uma central petroquímica.
Os dois grandes projetos se encontram em iniciativa inovadora: a Petrobras vai usar o gás natural do pré-sal — e não somente o petróleo pesado ou nafta como se previa inicialmente — como matéria-prima para fabricar petroquímicos no Comperj. A ideia reduz em até 30% o custo do projeto e as emissões de gás carbônico. “Como o pré-sal está se tornando realidade, vamos usar o gás para a fabricação do eteno”, disse o diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa. O gás virá dos poços Lula (ex-Tupi), Guará ou Iracema transportado por 250 Km de dutos submarinos ou em navios, liquefeito em alto-mar e regaseificado em terminais próximos ao Comperj.
Figura 7 – Complexo Petroquímico de Itaboraí - RJ
7. CONCLUSÃO
No decorrer desse trabalho vimos alguns projetos em andamento que visam a reintrodução do estado do Rio de Janeiro no setor naval, que sofre uma grande onda de investimentos e se demonstra passível ao crescimento.
Após algumas décadas de esquecimento, e com a descoberta do pré-sal, a indústrias e governo investem maciçamente na área com programas de aceleração, isenção de impostos e barreiras econômicas e criação de fundos de desenvolvimento, por exemplo.
No Rio estima-se que cerca de 18% de todo capital voltado para o desenvolvimento da indústria foi aplicado no setor naval, em 2010. A verdade é que o Rio de Janeiro vem se tornando um canteiro de obras, qual o desenvolvimento estrutural da cidade recebeu a devida atenção tanto pelo governo quanto por empresas privadas.
A criação de complexos portuários como o de Barra do Furado e de Açu ajudam ainda mais o aquecimento do setor no estado. Além do planejamento de revitalização da Zona Portuária e da reconstrução de estaleiros desativados.
Só o projeto do estaleiro da Marinha, localizado no município de Itaguaí, foram investidos cerca de 15 milhões de reais destinados a ampliação e a construção de quatro submarinos convencionais e o casco de um submarino nuclear, atraindo o investimento de diversas companhias.
Contudo, todos esses investimentos auxiliam a consolidação do estado do Rio na liderança do setor naval nacional contribuindo para uma maior visibilidade da região no cenário econômico mundial.
Foto: Porto de Barra do Furado.
Foto: Porto de Jaconé - Maricá - RJ.
Foto: Ex-Lagoa Brava - Cajueiros - Maricá - tudo pelo Comperj.
Notícias Militares Blogspot Disponível em:
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Trabalho Industria Naval e Offshore - Projetos Area Naval Rio de Janeiro UEZO
Sâmara Sâmara (UEZO, Engenharia Naval)
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAenbIAG/trabalho-industria-naval-offshore-projetos-area-naval-rio-janeiro-uezo
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