Restinga_Zacarias_Maricá_RJ_Brasil

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Av Central e Av Litoranea

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

MARICÁ - MOVIMENTO PRÓ-RESTINGA - S.O.S. - SALVEM A RESTINGA! SALVEM ZACARIAS!



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Fwd: Apoio cobertura ato público defesa da Área de Proteção Ambiental da restinga de Maricá

Restinga de Maricá restingamarica
Anexo
01/10/2014
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Prezados,
Solicitamos cobertura.
Gratos,
Associação de Pescadores de Zacarias e Movimento Pró-restinga
APALMA 

Manifestação contra o mega-empreendimento imobiliário na Área de Proteção Ambiental da restinga de Maricá

Nesta quinta-feira à tarde famílias de pescadores diretamente ameaçadas, associações civis e membros da comunidade acadêmica do Rio de Janeiro se concentrarão em frente à sede do INEA exigindo a suspensão imediata do licenciamento de um mega-empreendimento imobiliário, para 40 mil pessoas, a ser implantado na restinga de Maricá. 
A localidade faz parte da Área de Proteção Ambiental de Maricá, uma Unidade de Conservaçã estadual, que abriga a comunidade pesqueira de Zacarias, presente na localidade desde 1797 e que luta pela sua permanência há 71 anos.  Inclui-se, ainda, o ecossistema de restinga marcado pela alta biodiversidade,  presença de 19 espécies da flora e da fauna únicas no mundo (endêmicas) , várias espécies ameaçadas de extinção, dunas raras e sítios históricos e arqueológicos. É a restinga com o maior volume de trabalhos científicos do país, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO como Área Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. 
Excluindo os trechos de praias marítimas e lagunares e brejos, que são non-aedificandi mesmo e Terras da União, praticamente metade da área terá o ecossistema de restinga desmatado e a maior parte do Território da Comunidade Zacarias será destruída. Casas de famílias tradicionais, a sede e as estruturas da Associação de Pescadores de 1943 virão abaixo para dar lugar a prédios, campos de golfe, shopping Center etc.
O empreendimento segue somente os equivocados zoneamentos elaborados pelo governo do estado, Decreto Estadual nº 41048 de 2007, e pelo Plano Setorial, Lei Municipal nº 2331 de 2010. Estes ignoraram inúmeras leis e decretos e permitem o uso urbano verticalizado na maior parte do Território de Zacarias e de vários trechos do ecossistema de  restinga, com vegetação primária, locais de pouso de aves migratórias, de reprodução de espécies raras e de área de pesquisa de longa data pelas universidades mais renomadas do país.  Um massacre socioambiental está em curso e a população está dizendo NÃO ao licenciamento !!


Movimento Pró-restinga







Em Defesa do Território de Zacarias e da APA de Maricá
Acclapez – 71 anos de luta


As comunidades pesqueiras artesanais possuem direitos aos títulos das terras que ocupam, isto está na Lei Estadual nº 3192 de março de 1999. Pela Constituição Estadual, artigo 257, “Incube ao Estado criar mecanismos de proteção e preservação das áreas ocupadas por comunidades de pescadores”.  Os Direitos Territoriais das Comunidades Tradicionais estão no Decreto Federal  nº 6.040, de 7 de fevereiro de 2007. O ITERJ está providenciando os títulos de terras das famílias dos pescadores de Zacarias, o processo foi aberto há anos e já deveria ter sido resolvido !!!

A comunidade de pescadores artesanais de Zacarias teve sua história retratada no livro Gente das Areias, do doutor e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marco Mello. O livro retrata a colonização do litoral leste Fluminense pelos muxuangos no fim do século XVI e a fixação destes nas restingas de Maricá graças ao contato com os índios Tamoios que lá existiam. Registros cartográficos de 1795 feito pelos monges beneditinos da sesmaria de São Bento comprovam a secularidade da existência dos pescadores na praia de Zacarias. Os pescadores cultivavam a pesca controlando a abertura da barra da Lagoa Grande (atual Laguna de São José), fazendo desta a “lavoura do pescador” que subsidiou o crescimento econômico da cidade de Maricá. Ritual proibido pelo município após a abertura da Barra permanente de Ponta Negra, em 1951. Criaram também a pesca de galho, técnica única de pescaria artesanal. A COVIBRA (Companhia Vidreira do Brasil), ainda em 1943, após comprar o território da fazenda, iniciou o despejo dos pescadores de Zacarias. Esta espoliação das terras tradicionais pelo capital forçou os pescadores, autodenominados “OS IRREDUTÍVEIS”, criarem a ACCLAPEZ (Associação Comunitária de Cultura e Lazer dos Pescadores de Zacarias) para combater, junto a moradores locais e ambientalistas, a descaracterização da restinga e expulsão dos pescadores. Com a falência da “companhia”, o empresário associa-se a empresa Westinghouse e criam o megaempreendimento imobiliário e turístico Cidade São Bento da Lagoa, para mais de 90 mil pessoas sobre a comunidade na década de 70. Este projeto não se concretizou devido a pressão do município e órgãos estatais. Os atuais proprietários da restinga, a Fazenda São Bento da Lagoa, são empresários luso-espanhóis dos ramos de mineração e imobiliário (IDB-Brasil) e pretendem construir em Zacarias e na restinga, seguindo os zoneamentos dos governos do estado e da prefeitura, um megaempreendimento com mais de 50 prédios, milhares de casa, campos de golfe, onde residirão e passarão cerca de 40 mil pessoas e circulação mais de 15 mil carros. Somente sobre Zacarias pretendem construir mais de 20 prédios, centenas de casas, um shopping center e um campo de golfe, podendo destruir a sede da associação e respectivo campo de futebol, muitas casas, e nestas a da família da Tuguesa (mulher mais antiga da comunidade, com 102 anos) inclusive e aquilo já mencionado acima !!!

Para proteger a restinga e Zacarias do mega projeto imobiliário “Cidade São Bento da Lagoa” de Lucio Tomé Feteira o governador Brizola em 1984 criou a Área de Proteção Ambiental de Maricá. Desta fora impediu que tudo isto fosse transformado em área urbana com loteamentos, prédios, casas etc. Em 2007 o Zoneamento ambiental da área, elaborado pelo governo do estado, Decreto Estadual 41048 de 2007, definiu que Zacarias fosse limitada somente à uma parte onde está o casario e nada mais.  Permite que a maior parte do território de Zacarias e vários trechos da restinga fossem liberados para uso urbano verticalizado. Um sinal verde para construir muitos prédios, casas etc e destruir a vegetação, casas, a ACCLAPEZ, o campo de futebol, o antigo poço no meio das dunas, os caminhos de pescaria que ligam Zacarias ao mar e muito mais. Esta mesma liberação injusta foi repetida pelo Plano Setorial, Lei Municipal  2331 de 2010, votada e aceita pelos vereadores e assinada pelo prefeito de Maricá.

Além dos pescadores, a APA de Maricá é a restinga mais estudada no Brasil, com cerca de 300 pesquisas com a Unidade de Conservação como área de estudo. Nos 800ha de ambientes de florestas secas, restinga arbustiva, brejos e lagunas, a APA abriga 19 espécies de plantas e animais endêmicos. Só na restinga de Maricá que estas espécies existem. Dentre eles estão alguns vertebrados como o anuro Xenohyla truncata e roedor Trinomys eliasi. Muitas espécies de aves endêmicas da Floresta Atlântica e ameaçadas de extinção, assim como espécies migratórias também ocorrem na APA de Maricá. A saíra-sapucaia (Tangara peruviana) é uma espécie endêmica da Floresta Atlântica e vulnerável a extinção mundialmente, migra para as restingas de Maricá, inclusive a referida APA, durante o inverno. Moções em favor a preservação e conservação do território da APA de Maricá e do patrimônio cultural dos pescadores de Zacarias foram emitidas pelas universidades (UFRJ e UFF), em nome de seus reitores e comitês.

É EMINENTE:

A ameaça de ter os seus bens individuais e comunitários destruídos. Ameaça que os milhares de novos moradores de renda média ou alta não aceitem viver ao lado de uma comunidade de pessoas simples.

Ameaça de serem os pobres do bairro! Ameaça de não terem acesso livre até a estrada e ao mar, de barco ou a pé, pelos caminhos de pescaria.

Ameaça do esgoto a ser lançado pela futura estação de esgoto na Ponta da Coroa polua as águas da lagoa e, assim , atingindo a pesca. Ameaça de futura remoção como aconteceu em outros empreendimentos no litoral do Brasil.

Ameaça ao Patrimônio Nacional e Mundial da Biodiversidade biológica e cultural.

Ajudem-nos a divulgar a entrega de um ofício pela sociedade civil formada pela ACCLAPEZ, Movimento Pró restinga e APALMA solicitando o adiamento da Audiência Pública sobre o Estudo de Impacto Ambiental do empreendimento!! A entrega será acompanhada de uma manifestação repudiando o parecer favorável do INEA ao empreendimento.

DIA 02/10 às 14:30h.
O local será: Rua Venezuela, 110. Sede do INEA.
PÇ. Mauá -
Centro do Rio de Janeiro.

Foto acima: o projetinho que esconde os espigões para os magnatas!!!!!!!!! 


Foto acima: A ex-lagoa Brava destruída nos governos petistas - Lula/Dilma - Quaquá/Quaquá - 8 anos de perda para o meio ambiente, para os ambientalistas, para os ecologistas, para a natureza, para Maricá, para a Região, para o Brasil, para o Mundo!!!!!!!!!
Areia e mais areia para o Comperj, para a Petrobras, para as empreiteiras!!!!!!!!
Se destruíram uma lagoa inteira podem também destruir a restinga!!!!!!!!
Agora, vamos esperar o "COCÔDUTO" que vai chegar via boqueirão até desembocar na antiga rua zero, hoje Rua dos Pescadores. A praia já era!!!! 
Assim eles cantam: "Nós vamos invadir sua praia"!!!!! Hô, hô, hô, Hôoooooooooo!!!!



Foto acima: A Sede do Legislativo Municipal, a Câmara Municipal de Maricá, onde os Vereadores se reuniram para mudar o PDU do Município, o Plano de Desenvolvimento Urbano, o Plano Urbanístico, alterado maliciosamente por duas vezes, uma no desgoverno de Reicadinho Queiroz - do  PMDB de Cabral e Pezão, e outra no de Quaquá do PT. Se antes meteram a mão querem a partir de agora meter o pezão. Vai piorar!!!!




Foto acima: o atual prefeito quaquá que afirmou ser favorável ao mega empreendimento urbano na restinga de Maricá com construções de espigões, apart hotel, resorts, shoppings, etc e tal, inclusive afirmou que vai asfaltar desde Zacarias até Jardim Atlântico em meio a restinga com uma "supervia".
A estrada ha mais de 50 anos projetada como via "Litorânea" que nunca saiu do papel do Estado, já encampou a Av. Central desviando não se sabe como da "beira mar" que provocou o nova discussão sobre de quem é a avenida central, se do estado ou do Município, pois Quaquá diz que não é dele, e Pezão, digo, Cabrão, diz que não é do Estado. Ora, se um pedaço é do quaquá, ou tudo é do Município, ou tudo é do Estado. Corre ao bel prazer destes desgovernos, e aos interesses próprios e ilegítimos, pessoais e políticos. Uma vergonha!!!!




A FILA DO LEITE, de Leo Cinezi

A FILA DO LEITE

Leo Cinezi (@cinezi.com.br)

30/09/2014

[Manter esta mensagem na parte superior de sua caixa de entrada]
Para: @hotmail.com
@cinezi.com.br

Olá irmão.

Envio este texto que escrevi no dia 13/09/2007.

Mas, ainda está atual, para minha tristeza... Justamente por ser atual ainda, significa que nada ou muito pouco eu fiz para contribuir com uma possível mudança nestes últimos 7 anos...

Lamento muito por ter decepcionado não só você, meu irmão, como a mim mesmo.

Espero mesmo que eu não faça o mesmo no próximo setênio.

Aceite meu sincero e amargurado T.´.F.´.A.´.

VaLEO

Leo Cinezi

ARLS Barão de Mauá – 748

Oriente de São Paulo

GLESP

Fila do Leite

   Vinte e poucos anos atrás, lembro-me bem de quando as padarias (que na época eram as únicas que vendiam pães) tinham filas enormes. Não me recordo exatamente o porque mas se faz em minha mente aquela fila sem fim que durava pouco mais que duas horas.

   Abria as 5h00 da manhã e já perto das 7h00 não havia mais ninguém na fila. Era uma briga só. Famílias e amigos se enfileiravam para tentar pegar um litro de leite. O leite estava racionado. Um litro por pessoa.

   Por sorte (ou azar) em nosso bairro haviam duas padarias, portanto aqueles que conseguiam pegar seu primeiro litro de leite, corriam para a outra padaria para tentar comprar o segundo.

   Como disse, famílias saiam juntas e até mesmo as pequenas crianças ficavam na fila como se não fizesse parte daquela família para comprar mais litros de leite. O medo da escassez era incomensurável. Até calorosas discussões ocorreram, pelos ânimos exaltados daqueles que tinham que permanecer, como o gado, em fila.

   Uns achavam certo, outros errado. Alguns queriam mais, outros compravam apenas um.

   Eu, criança, já tinha meus questionamentos.

   Uma vez, lembro que fui intimado a permanecer na fila, pois já tinha condições de carregar um litro de leite. Meu pai me pediu. Recusei. Não porque tinha que madrugar e ficar em fila antes mesmo da padaria abrir, mas por não acreditar que ali, resolveríamos algum problema.

   Tinha alguma lei que não permitia a compra de mais de um litro por pessoa. Os adultos achavam esta lei no mínimo ingênua, pois poderiam facilmente sair dali e ir comprar outro leite em outra padaria.

   Uma vez, um amigo inglês de nome Charles e que nós chamávamos de Carlos, que morava perto de minha residência, me disse, com seu sotaque enrolado:

-      Só os brasileiros fazem isso!
   Retruquei:
-      Isso o quê?
-      Burlar a lei desta forma! Um inglês nunca faria isso.

   Poxa! Aquilo ficou em minha mente por anos. Brasileiros têm uma facilidade de burlar as leis. Houve uma vez que ouvi um jovem senhor reclamar que a lei ingênua. Ele mesmo, comprava leite na padaria A e depois partia rapidamente para a padaria B para adquirir mais um saco do composto a base de lactose.

   Impressionante! Brasileiro e “seu” jeitinho. Sempre encontrando uma maneira de passar por cima do que lhe incomoda. Mesmo que isso traga sequelas a outrem.

    O Carlos (inglês), me disse que em seu país, a cultura e educação trariam um problema destes com outra ótica. Lá, os cidadãos colaborariam com os demais e cada um pegaria seu único litro de leite lembrando que se pegassem mais de um, faltaria um para outro cidadão.

    Não é vergonha nenhuma colaborar com o próximo. Ainda por cima, colaboram com uma escassez que pode atingir a todos, vendo o problema no macro e não resolvendo seu micro umbigo.

    Agora, sei que o Charles foi iniciado na maçonaria em seu (dele) país, mas isso não é mérito ou exclusividade de maçom. É uma questão cultural. É a educação daquele povo. São cidadãos de uma mesma nação. Colaboram uns com os outros. E são estas pequenas diferenças que hoje me fazem pensar.

    Aqui, infelizmente, o povo ignorante tem direito a voto e coloca seus representantes sem sequer compreender o que estão fazendo. Evitam com isso estas filas para o leite, pois aquele em que votou tem condições de facilitar a importação de leite, quando nossos produtores brasileiros sofrem com a falta de atenção de nossos dirigentes que fabricam uma carga tributária astronômica impossibilitando de terem um produto com o mesmo preço.

    A máquina nos traz à falência. Nossos representantes esquecem-se de nós. E, com suas manobras e conchavos permitem que até o mais descarado dos contraventores seja absolvido quando aviltam a possibilidade deste ser excomungado da política.

O Carlos também me mostrou a honra que é colaborar, sem que ninguém precise fiscalizar você. A nobreza em sentir-se bem com a honestidade. Lembro da analogia do pai e filho que foram pescar.

Foram pescar para próprio consumo. Quando conseguiram pescar o primeiro peixe, já de madrugada, havia passado 15 minutos da temporada de pesca. A partir dali (15 minutos atrás) a pesca era proibida. Só viram isso após retirarem o peixe das águas.

O filho perguntou:

PAI, vamos ficar com ele né?

E o pai disse:

Não filho, devolva-o para a água. Já não mais podemos pescar. Vamos embora.

O filho insistiu... Ninguém tá vendo pai. Vamos levá-lo.

E o pai:

Não filho... É justamente na hora que ninguém está vendo que você pode mostrar quem você é de verdade!

            EU VOTO!

            E lembro bem disso.

            Nas próximas eleições, meu candidato será eleito. Certeza. E, por maioria dos votos.

Escrito por um Brasileiro – Com “B” Maiúsculo!

Leo Cinezi

Fazendo... Por que já tem muita gente falando...


É possível defender a política?

É possível defender a política?

“A política, hoje, reclama, antes de tudo, um debate qualificado, uma reflexão desprovida de preconceitos, um efetivo exercício de cidadania. Uma das melhores formas de avançar e vencer o cipoal de mediocridade que vivemos é por meio do conhecimento, das informações, da troca salutar de ideias”

Nos dias que correm, às vésperas de eleições para presidente, governador, senador e deputados estaduais e federais, é possível, caro leitor, defender a política? Podemos, ainda que com todas as evidências em contrário, defender a existência dos políticos? Escândalos de corrupção, troca de acusações entre os candidatos, baixaria nos argumentos e falta de espírito republicano são, quase sempre, presentes no cenário eleitoral. Contudo, há que se insistir: é possível defender a política e os políticos? Creio que sim! A política, hoje, reclama, antes de tudo, um debate qualificado, uma reflexão desprovida de preconceitos, um efetivo exercício de cidadania. Uma das melhores formas de avançar e vencer o cipoal de mediocridade que vivemos é por meio do conhecimento, das informações, da troca salutar de ideias.

Se me permitem uma singela indicação, considero indispensável para qualificar o debate em torno da questão da política a obra Em defesa da política, de autoria de Marco Aurélio Nogueira, editora Senac, série Livre Pensar, de 2001. Há, neste escrito, um conteúdo de primeira grandeza com o estilo acessível, sem a empolação muito comum em textos acadêmicos. Há, segundo o referido autor, pouca política no debate político. Este passou a depender mais do cronômetro do que dos argumentos. O tempo do diálogo crítico é submetido ao tempo comercial da propaganda e do marketing político. O cidadão se torna confuso e incapaz, muitas vezes, de decifrar as informações que lhe chegam. A política e os políticos passam, sistematicamente, a serem desqualificados. São colocados numa perspectiva maniqueísta: a política como a fundamental representante de nossas mazelas.

O cerne da obra está no que ele chama de as “três políticas” e suas principais características. Há a “política dos políticos”, a “política dos cidadãos” e a “política dos técnicos”. Cabe enfatizar que essa tipologia não tem a pretensão de esgotar a temática, mas, apenas, reconhecer grandes linhas de compreensão.

A “política dos políticos” pode ser considerada como “política com pouca política”. Isso, todavia, não pode ser considerado como algo de menor valor. Pelo contrário. O que se dá é que neste campo há uma dignidade bem específica. A política dos políticos encontra seu limite na ideia da política como a “arte do possível e do indicado”. O realismo e o pragmatismo são seus terrenos peculiares. O cálculo e até certa frieza são superpostos à fantasia e à opinião. Para Nogueira, uma de suas máximas é: “não se faz política sem vítimas”.

Na política realista as paixões e ideias são contidas, estão sob controle, para que não se intrometam nas singelas e ardilosas relações que franqueiam o acesso ao poder. No entanto, existe o risco de uma degeneração. Esse tipo de política pode se tornar realista demais, lançando por terra os valores. Pode se tornar politicagem, alicerçada sobre o truque, as promessas, intrigas e disputas entre grupelhos e facções com interesses amesquinhados. Essa é, assim, a face menos nobre da política, mais desagradável e obscura. O poder e ambição são legítimos na política dos políticos; ilegítimo é exercer o poder para fins escusos e vislumbrar pequenas ambições que não atendam aos valores coletivos e democráticos.

A “política dos cidadãos” é, por sua vez, entendida como a “política com muita política”. Está concentrada na busca do bem comum, no balizamento civilizado do conflito de interesses e da diferença. Essa política rende tributos e valoriza o diálogo, o consenso e a comunicação, na defesa da crítica e da participação coletiva. É uma aposta na capacidade criativa dos homens. É, também, uma entrega apaixonada e categórica às possibilidades da política. Seus protagonistas são os partidos, os grupos e a massa, mais do que a personalidade talentosa. Não que o indivíduo não possa exercer uma liderança que o projete. Mas essa projeção individual está lastreada numa relação entre o todo e a parte, numa reciprocidade em que os interesses que devem prevalecer sejam os coletivos e não os individuais. Para que se efetive essa política dos cidadãos se faz necessário uma educação para a cidadania, o constante exercício da democracia e da valorização do diálogo. Todos devem ser corresponsáveis pela vida comum, pelas decisões e pela resolução dos conflitos.

Temos, por fim, a “política dos técnicos”: a “política sem ou contra política”. Em tempos como o nosso, de racionalidade instrumental, da hipervalorização da técnica e de desencantamento do mundo, essa é a que parece predominar. É a política dos técnicos, dos executivos, de algum modo associados à tecnocracia. De acordo com Nogueira, sua máxima pode ser compreendida como: “onde há política ou poder, há corrupção”. Para os técnicos a sociedade estaria querendo retornos pontuais, pragmáticos e sem riscos, não havendo a necessidade de ideologias, programas radicais e promessas. O desprezo do cidadão é patente, porque os técnicos são possuidores de uma verdade, verdade tecnicamente alcançada. O cidadão se torna um mero homologador de decisões. O debate público e o diálogo crítico são esvaziados. Trata-se, infelizmente, de uma forma de fazer política que se coaduna com nossa época.

Como dissemos acima, a essas três formas de política podem ser acrescentadas várias outras ou, então, conjugadas essas que apresentamos. A dinâmica da sociedade nos possibilita compreender o jogo da política e não o contrário. A política tem uma base que a sustenta e disso não se esquece o autor. Condenar toda a política e todos os políticos é, sem dúvida, posicionar-se comodamente na ala dos conformistas e esbravejadores de plantão. Compreender os processos políticos e sociais para além do senso comum é mais trabalhoso. Necessita de um tipo especial de inteligência. E essa inteligência carece de obras do quilate de Em defesa da política.
por Congresso em Foco | 29/09/2014
Rodrigo Augusto Prando*
*doutor em sociologia e professor e pesquisador da Universidade Presbiteriana Mackenzie



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O que levou a queda de Marina

Artigo: “O que levou a queda de Marina”.

            Elevada ao topo da candidatura com a morte de Eduardo Campos, Marina Silva agitou a campanha política pela primeira vez, transformando a calmaria que reinava no mar da campanha eleitoral, diante da ameaça de uma possível derrota do PT, partido que não admite largar a boquinha, já que segundo seus seguidores, o Brasil só foi descoberto a partir de sua ascensão ao Poder.
            Antes do PT nada existia, apenas os nativos e nada mais justo que eles que descobriram e construíram tudo que aí se encontra, também sejam eles e apenas eles que devam ter o direito de usufruir.
            E foi esta possível ameaça que bagunçou o ambiente, principalmente a partir do momento que as pesquisas passaram a identificar uma ‘forte onda’ que levavam as pessoas a desaguarem suas esperanças e seus sonhos na candidata do PSB, cansados que se encontravam e se encontram, com tantos desmandos e tamanha corrupção e em sua grande maioria envolvendo e ou patrocinada por membros de alta patente dos partidos politicos aliados ao governo Dilma, tendo sempre como partícipe alguém ligado ao PT.
            A partir da entrada de Marina no jogo, começou a ser ensaiada a “onda anti-PT”, que ainda é vista em alguns lugares, levada pela desesperança que hoje se abate na população resultante de tantos mal – feitos, como diz a presidente em relação a roubalheira que se instalou no centro do Poder, sem que qualquer atitude dura, rigorosa e punitiva sejam tomadas ou vistas, principalmente, ao saber que a maioria dos envolvidos sempre estiveram sob suspeitas quanto a conduta e o zelo do patrimônio e dos bens públicos e que mesmo assim, jamais estiveram no centro de qualquer faxina ética, ética esta, que o PT ao chegar ao Poder fez e faz questão de jogar no lixo.
            Marina Silva se transformou por um momento, no desaguadouro desses sonhos que, infelizmente, ela e sua equipe não souberam capitalizar, diante dos vacilos e dos constantes recuos das suas afirmativas políticas.
            Esperava a população que Marina Silva trouxesse o novo, como pregava Eduardo Campos, que mostrasse firmeza nas tomadas de decisões e que não demonstrasse vacilos nas questões decisivas que a sociedade exigia, que não confudisse ideologia política com ideologia religiosa, até porque vivemos em um País em que a sua Carta Magna afirma ser “laico”.
            Infelizmente, antes mesmo que a sua preferência estivesse consolidada junto à população, Marina Silva começou a deixar de ser o sonho esperado e, passou a mostrar para a sociedade uma outra Marina desconhecida ainda pelo eleitor.
            Independente das críticas apresentadas pelos seus opositores, da qual ela por ser ex-militante petista tão bem conhecia e deveria está preparada e vacinada, porém, não se esperava tantos vacilos como os apresentados, os quais com certeza fizeram muitos eleitores reavaliarem suas posições e começarem a rever seus conceitos, principalmente a partir do momento que ficou claro ser a sua  candidatura a preferida do sistema financeiro – diante da sua declarada aliança com Neca Setúbal -; dos especuladores internacionais e dos fundamentalistas religiosos – a partir do momento em cedeu a menor pressão recebida do que há de mais execrável no movimento religioso, Silas Malafaia, símbolo maior da homofobia deste país, ao retirar os trechos do programa que o incomodavam e aos fundamentalistas que o seguem -, Marina Silva começou a perder o apoio da juventude e da classe média formadora de opiniões na velocidade da queda de um jato, como se observa pelas últimas pesquisas.
            Ao se aliar a políticos cujo passado nada os recomendam, como por exemplo a família Bornhausen, que fizeram toda caminhada política  apoiada pela ditadura militar, homens ligados à linha dura da bancada ruralista, que sempre defenderam  e andaram na contramão daquilo que outrora defendeu Marina Silva, e cuja  trajetória política, como a dos Bornhausens,  marcada pela guerra ao ambientalismo, levaram ao eleitor dá uma parada e repensar sobre o possível apoio e a questionar sobre essas novas alianças e a se perguntar, em que os Bornhausens e Silas Malafaia por exemplo, são melhores que os Sarney, os Renan e os Maluf?
            Aliado a esta dúvida, veio acoplada a ela o perigo do fundamentalismo religioso, que já é um perigo hoje, na forna como está sendo difundido por alguns lideres que se passam por religiosos, como o já citado e outros menos voltados, difundindo a intransigência, a homofobia em nome de um líder maior que viveu em uma época muito diferente da atual e que se hoje estivesse entre nós, seria o primeiro a fazer como o fez quando nasceu, a expulsar os vendilhões dos templos, os quais transformaram hoje, onde tudo é feito em nome do dinheiro e do enriquecimento pessoal, imaginem como não se sentirão tendo uma presidente que os apoiam.
            Portanto, foram e tem sido os vacilos das suas afirmativas, aliados as alianças nada recomendáveis que fizeram o eleitor a retroceder e a começar a pensar entre o PÉSSIMO (ou rouba mais faz), o RUIM ( rouba e não faz - seria Aécio)e o DUVIDOSO (Marina) mais como o apoio do segmento sanguessuga – os banqueiros – e do fundamentalismo religioso, o eleitor começou a refluir a “onda” e começou a pensar em sua segurança e retornar seu voto para aquele que se apresenta menos perigoso e que poderá pelo menos trazer mais segurança nas relações interpessoais e dos Direitos Humanos, apesar de saberem que as promessas de hoje são as mesmas de 04 anos atrás e com certeza serão as mesmas daqui a 04 anos.

Postado por Francklin Sá

QUARTA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO DE 2014




É, vota nela vota.



Mensagem original-------

De: Antonio Ribeiro
Data: 25/9/2014 12:47:31
Para: Antonio Carlos Ribeiro de Carvalho
Assunto: É, vota nela vota.......

É, vota nela vota.

Aproveita e vai lá defender o ISLÃ, só tem gente boa lá...

QUINTA-FEIRA, 25 DE SETEMBRO DE 2014

Caos elétrico: técnicos da Aneel detonam Dilma.

Imagem:


Um documento elaborado pelos servidores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) usa palavras como "desordem" e "soluções heterodoxas" para descrever a gestão do atual governo no setor elétrico. Em tom bastante crítico, o relatório fala ainda em "ausência de previsibilidade" e "regras instáveis ou ambíguas" como fatores que já podem estar travando investimentos privados.

As expressões constam de documento, obtido pelo Valor, que serviu de base para a formulação de 19 propostas encaminhadas pela Associação dos Servidores da Aneel às campanhas dos principais candidatos à Presidência da República. O parecer que subsidia as propostas evidencia a preocupação da base técnica da agência - especialistas em regulação e analistas administrativos - com os rumos tomados pelo setor. Não expressa a visão de diretores ou superintendentes, mas demonstra o incômodo de gente que lida com processos do dia a dia da Aneel, como ações de fiscalização e revisões tarifárias.

Após uma descrição minuciosa da evolução de leis e regulamentos que balizaram o setor elétrico no século passado, o documento entra na análise de mudanças implementadas a partir de 2003, quando a presidente Dilma Rousseff passou a comandar o Ministério de Minas e Energia. "Várias medidas desde então implementadas na condução do setor nos levam, em significativa medida, ao passado", afirma o relatório.

A primeira crítica é direcionada aos "atos normativos excepcionais" que têm sido adotados, em detrimento de propostas com trâmite legislativo, para mudar regras. "A mais alta esfera do Poder Executivo sucumbe ao impulso de avocar competências e controlar instituições", diz o texto. Na continuação, ressalta que os investimentos ficam comprometidos quando essas mudanças são feitas "sem discussão aprofundada ou com foco no curto prazo".

Um dos alvos é a MP 579, depois transformada na Lei 12.783, que permitiu a renovação das concessões de usinas hidrelétricas e linhas de transmissão. O pacote, lançado em setembro de 2012, viabilizou a redução média de 20% nas contas de luz. Duas críticas relacionadas à medida provisória aparecem no documento. Uma diz respeito à alternativa de prorrogar as concessões em vez de fazer licitação pelo maior lance. Se esse caminho tivesse sido escolhido, os recursos obtidos nos leilões poderiam ser direcionados ao abatimento de encargos por consumidores, em uma metodologia que os técnicos citam como "mais equitativa".

A outra crítica tem como alvo a indefinição em torno das concessões de quatro dezenas de distribuidoras que expiram em 2015. Apesar da proximidade do vencimento, o governo nunca deixou claro quais são seus planos. "Absolutamente nenhum critério foi discutido ou sequer sinalizado para o mercado. Assim, é razoável inferir que, face à imprevisibilidade, pode haver significativos represamentos dos investimentos pelos concessionários atuais."

A MP 579 não é o único ato governamental mencionado no documento. Em março de 2013, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) editou a resolução 3, que determinava o rateio transitório de custos adicionais do setor elétrico entre consumidores, geradores e comercializadores. "O resultado, até junho de 2014, era 56 ações judiciais, das quais 54 com decisões liminares em vigor sustando parcialmente seus efeitos", diz o texto.

Também não foi poupada pelos técnicos da Aneel a decisão do governo de evitar revisões extraordinárias de tarifas por causa do acionamento intensivo das usinas térmicas e da descontratação de energia pelas distribuidoras. "Optou-se por efetivar soluções heterodoxas em que são aportados recursos do Tesouro, emitidos títulos da dívida pública mobiliária federal e vultosas operações de mútuo realizadas pela CCEE, associação civil que não possui renda ou patrimônio."(Valor Econômico)

Dilma envergonha o Brasil e choca o mundo ao apoiar os terroristas do Estado Islâmico.

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Dilma Rousseff usou o palanque da ONU como estúdio de seu programa eleitoral, no qual aparecerá como estadista enquanto elenca o que vende como conquistas dos anos do PT no governo. Pode-se gostar disso ou não, mas está na regra. O ponto fora da curva na viagem a Nova York foi o ataque às intervenções militares que incluiu o caso sírio.

Ainda que tenha modulado no discurso a crítica mais direta aos Estados Unidos por sua ação contra o EI (Estado Islâmico), feita na terça (23), o contexto da fala de Dilma é o de legitimação, mesmo involuntária, do grupo radical.

A Síria, em evidência justamente pela intervenção criticada nas falas da presidente, foi citada ao lado da crise na Ucrânia e do conflito Israel-Palestina -- onde há lados definidos e reconhecidos. A ação americana, apoiada por vários países e com o beneplácito informal da ONU, é facilmente criticável por tender à inocuidade militar.

Mas nem os adversários de Washington, a começar por uma Moscou que vê ingerência na soberania de seus aliados sírios com a ação, consideram que o EI seja algo com que se possa negociar como se fosse um ente nacional. São radicais que, como seus reféns sabem, cortam cabeças quando não recebem resgates para financiar seu reino de terror sobre civis.

Quando dominou 90% do Afeganistão nos anos 90, os fundamentalistas do Taleban seguiam agenda política definida por rivalidades territoriais tribais. Emulavam um Estado, com instituições. Já o EI, com exuberâncias irracionais, deu um passo além.

A experiência recente desencoraja a eficácia da força, como ressalvou Dilma ao contemporizar sua fala em entrevista após o discurso, na qual adotou o pacifismo genérico fiel à tradição do Itamaraty. Mas se diálogo é premissa para paz, é preciso existir interlocutores. A decapitação do refém francês na Argélia, por um grupo inspirado pelo EI e coincidentemente divulgada no dia da fala de Dilma, mostra que não nos encontramos neste estágio. (Igor Gielow, Folha de São Paulo)

Antonio Carlos Ribeiro de Carvalho

"O orçamento deve ser  equilibrado, o Tesouro Público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada, e a ajuda a outros países deve ser eliminada, para que Roma não vá à falência.
As pessoas devem novamente  aprender a trabalhar, em vez de viver às custas do Estado".
Autor: Marco Tulio Cicero - Ano 55 AC.


terça-feira, 16 de setembro de 2014

DOAÇÕES DE CAMPANHAS X FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHA

Doações para campanhas somam R$ 1 bilhão

Os 19 maiores financiadores de campanha respondem por metade do valor doado até agora por empresas e indivíduos na eleição deste ano. As contas de partidos, comitês e candidaturas em todo o País receberam desses 19 grupos privados R$ 522 milhões do total de R$ 1,040 bilhão vindo de contribuições de pessoas físicas e jurídicas até agora.

Esses valores são todos de origem privada e calculados após levantamento que elimina distorções ou eventuais erros cometidos pelas candidaturas. Somando-se o que vem do Fundo Partidário, cuja origem são recursos públicos, o dinheiro que circulou até agora nas campanhas supera R$ 1,138 bilhão. E isso é só o começo. O montante de R$ 1,040 bilhão refere-se ao que foi declarado por candidatos a presidente, governador, senador e deputado federal e estadual ou distrital até 6 de setembro. Como se trata de uma prestação de contas parcial, não é possível comparar com o que foi arrecadado na eleição de quatro anos atrás.

A concentração das doações é significativa. São quase 29 mil doadores até agora, mas 2 de cada 3 reais arrecadados pelas campanhas vieram dos 100 maiores doadores. Sozinho, o maior deles, o Grupo JBS, doou até agora R$ 113 milhões, ou 11% do total doado. Dona de marcas como Friboi, Swift e Bertin, o grupo tem outras empresas que também doaram, como Seara e Flora Higiene-Limpeza.

O PT foi o partido que mais recebeu da JBS: R$ 28,8 milhões - ou 1 de cada 4 reais doado pela empresa. O PSD ficou em segundo lugar, com R$ 16 milhões, e o PMDB, em terceiro, com R$ 14 milhões. Entre todos os candidatos, a maior beneficiada pelas doações da JBS foi a presidente Dilma Rousseff.

O setor de alimentação tem uma outra grande doadora. O grupo Ambev - dono de marcas como Brahma, Antarctica e Skol - aparece em quarto lugar no ranking, com R$ 41,5 milhões doados. O dinheiro foi recebido principalmente por candidatos e comitês do PMDB (R$ 12 milhões), PT (R$ 11 milhões) e PSDB (R$ 8 milhões). O setor financeiro tem duas das 10 maiores doadoras. O grupo Bradesco está em sexto, somando R$ 30 milhões em contribuições vindas de empresas como Bradesco Vida e Previdência, Bradesco Saúde e Bradesco Capitalização, entre outras. O conglomerado deu, até agora, R$ 9,4 milhões para o PSD, R$ 8,7 milhões para o PT, R$ 6,7 milhões para o PMDB e R$ 5,2 milhões para o PSDB.

O banco BTG Pactual e sua administradora de recursos doaram R$ 17 milhões e estão em décimo lugar na classificação geral. PT e PMDB foram os beneficiários de quase 80% desse dinheiro.

O protagonismo desses dois bancos e a atuação de outras empresas do setor que costumam colaborar financeiramente com as campanhas políticas não chega a superar o destaque das empreiteiras na lista de doações para partidos, comitês e candidaturas. Juntas, as construtoras contribuíram com quase R$ 300 milhões, ou 30% do total arrecadado até agora.

Dos dez maiores doadores da atual campanha, cinco são grupos empresariais que tiveram origem no ramo da construção. São os casos da OAS (2.º maior), Andrade Gutierrez (5.º lugar), UTC Engenharia (7.º), Queiroz Galvão (8.º) e Odebrecht (9.º). Os valores foram agregados por grupo econômico e incluem subsidiárias de outros setores, como energia.

Segunda colocada no ranking dos maiores contribuintes com os políticos, a Construtora OAS acumula R$ 66,8 milhões em doações. O PT ficou com quase metade desse dinheiro, ou R$ 32 milhões. O restante foi dividido entre PMDB, PSDB e PSB, entre outras legendas.

A Andrade Gutierrez doou R$ 33 milhões, divididos quase que exclusivamente entre PT (R$ 16 milhões) e PSDB (R$ 13 milhões). A UTC deu R$ 29 milhões (R$ 13 milhões para petistas), a Queiroz Galvão doou R$ 25 milhões (PMDB recebeu R$ 7 milhões), e o grupo Odebrecht, R$ 23 milhões, principalmente para PT, PSDB e DEM. O terceiro maior doador é do setor de mineração. O grupo Vale doou cerca de R$ 53 milhões até agora, por meio de uma série de empresas. Dois partidos se destacam entre os beneficiários de suas doações: PMDB (R$ 20,6 milhões) e PT (R$ 14,5 milhões). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
15/09/2014
Estadão Conteúdo

Comentário1: O PT e Dilma são os que mais receberam doações de empresas, bancos, empreiteiras, mineradoras, e exportadores de alimentos, mas vejam que os petistas foram para a Cinelândia, na manhã de segunda-feira, dia 15 de setembro, para manifestação de ataques à Marina Silva gritando frase combinada: “fora Marina e leve o Itaú junto!”. Será que estes sindicatos encabrestados pelo PT e pelo governo federal não enxergam além de um palmo do nariz? Será que se deve dar o troco e sair gritando: “fora Dilma e leve junto os bancos Bradesco e Pactual”? Ou será que a Dilma e o Lula são tão “cara-de-pau” a ponto de não ver que isto é pura hipocrisia?
Na verdade é esta a principal razão dos partidos aliados em não desejarem, e até impedir, a reforma política e eleitoral no País, principalmente PT e PMDB que sempre foram os maiores beneficiados pelas doações de campanhas, que desaguam no  caixa 2 e podem a dar margem a um novo mensalão.
O Brasil vai de mal a pior, e as esperanças acabaram de minguar quando vemos na presidência do STF um Ministro colocado pelos governistas, e um presidente do TSE também colocado pelos mesmos governistas e que foi inclusive advogado e defensor do partido PT e filiados. Isenção e transparência era o mínimo que se poderia esperar aliado a moral e a ética. Que País é este?


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

OFICIAIS DA PM DO RJ PRESOS COMO MEMBROS DE QUADRILHA

Coronel e major do COE são presos em operação no Rio

O coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira e o major Carlos Alexandre de Jesus Lucas foram detidos na manhã...

O coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira e o major Carlos Alexandre de Jesus Lucas foram detidos na manhã desta segunda-feira, 15, em operação contra uma quadrilha de policiais acusados de corrupção. Eles eram, respectivamente, comandante e subcomandante do Comando de Operações Especiais (COE) ao qual estão subordinados o Batalhão de Operações Especiais (Bope), Grupamento Aeromarítimo (GAM), e o Batalhão de Choque (BPChoq).

O coronel Fontenelle era o terceiro na hierarquia da Polícia Militar e foi preso em casa. A quadrilha atuava principalmente no bairro de Bangu, na zona oeste do Rio. Também foram presos os majores Nilton João dos Prazeres Neto (chefe da 3ª Seção) e Edson Alexandre Pinto de Góes (coordenador de Operações), além dos capitães Rodrigo Leitão da Silva (chefe da 1ª Seção) e Walter Colchone Netto (chefe do Serviço Reservado) - todos lotados no 14º Batalhão (Bangu).

De acordo com as investigações da SSINTE, os policiais cobravam propina de comerciantes, empresários, ambulantes, mototaxistas e motoristas de cooperativas de lotações e de empresas transportadoras de carga na área do 14º BPM. Eles são acusados de "prejudicar o policiamento ostensivo em Bangu, deixando de servir à população, ignorando o combate a transporte irregular de pessoas por vans em situação irregular, mototaxistas, inclusive com motocicletas em situação irregular, sejam elas roubadas, furtadas ou com chassi adulterado", diz a nota enviada pela Secretaria de Segurança.

Os acusados também agiam em empresas irregulares de transporte de mercadorias e na venda varejista de produtos piratas. O pagamento era divido entre os integrantes da quadrilha. Depois de pagar pelo serviço, a pessoa lesada recebia uma espécie de autorização oficiosa para continuar com suas atividades, sejam elas quais fossem. A propinas cobradas pela quadrilha variavam de R$ 30 a R$ 2.600 e eram cobradas diária, semanal ou mensalmente, "como garantia de não reprimir qualquer ação criminosa, seja a atuação de mototaxistas, motoristas de lotações não autorizados, o transporte de cargas em situação irregular ou a venda de produtos piratas no comércio popular de Bangu", afirma o MPRJ.

Segundo o MPRJ, entre 2012 e o segundo semestre de 2013, os seis acusados e outras 80 pessoas, entre os quais policiais do 14º BPM, da 34ª DP (Bangu), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), além de PMs reformados, praticavam diversos crimes de concussão (extorsão cometida por servidor público) na área de atuação do 14º BPM.

A denúncia, baseada em depoimentos de testemunhas, documentos e diálogos telefônicos interceptados com autorização judicial que compõem mais de 20 volumes de inquérito, aponta que "o 14º BPM foi transformado em um verdadeiro ''balcão de negócios'', numa verdadeira ''sociedade empresária S/A'', em que os ''lucros'' eram provenientes de arrecadação de propinas por parte de diversas equipes policiais responsáveis pelo policiamento ostensivo, sendo que a principal parte dos ''lucros'' (propinas) era repassada para a denominada ''Administração'', ou seja, para os oficiais militares integrantes do ''Estado-Maior'', que detinham o controle do 14º BPM, o controle das estratégias, o controle das equipes subalternas e o poder hierárquico".

Os acusados responderão na 1ª Vara Criminal de Bangu por associação criminosa armada, que não está prevista no Código Penal Militar. A pena é de dois a seis anos de reclusão. Os integrantes da quadrilha também serão responsabilizados pelo Ministério Público pelos diversos crimes de concussão, que serão apurados pela Auditoria de Justiça Militar estadual.

Operação

O objetivo da ação, batizada de Operação Compadre II, é cumprir 25 mandados de prisão, sendo 24 contra PMs e um contra policial civil, e 53 de busca e apreensão. Participam da ação agentes da Subsecretaria de Inteligência (SSINTE) da Secretaria de Segurança (Seseg) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio (Gaeco/MPRJ). Também participam a Corregedoria da Polícia Militar e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO/IE).

A Operação é um desdobramento da Operação Compadre, deflagrada em abril de 2013, quando 78 mandados de prisão foram expedidos, 53 deles contra policiais militares, para a desarticulação de uma quadrilha que cobrava propina de feirantes e comerciantes com mercadorias ilícitas, em Bangu.